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Concursos & Carreiras

Quer começar a estudar para concursos e não sabe por onde? Confira dicas para os primeiros passos

Especialista orienta sobre organização, escolha do certame e construção de uma rotina eficiente de estudos para quem deseja ingressar no serviço público

Redação Jornal de Brasília

18/06/2026 18h26

A expectativa de mais de 150 concursos públicos previstos ou aguardados para o segundo semestre de 2026 tem movimentado o universo dos concurseiros em todo o país. Com oportunidades esperadas em órgãos federais, estaduais e municipais, milhares de brasileiros já iniciam a preparação em busca da estabilidade profissional, dos salários atrativos e das possibilidades de crescimento oferecidas pelo serviço público.


No Distrito Federal, onde a cultura dos concursos faz parte da realidade de muitos estudantes e profissionais, o aumento da oferta de seleções também desperta uma dúvida comum entre quem está começando: por onde iniciar os estudos?


De acordo com o professor e coordenador das Mentorias do IMP Concursos, Thiago Medeiros, a preparação para concursos deve começar muito antes da publicação do edital e exige planejamento, organização e disciplina.


“Quando o edital é publicado, quem começa a estudar do zero normalmente sai em desvantagem. O ideal é iniciar a preparação com antecedência, principalmente porque muitas disciplinas básicas são cobradas em diferentes concursos e podem ser aproveitadas em diversas seleções”, explica.


Segundo o especialista, um dos erros mais frequentes entre os iniciantes é tentar estudar uma grande quantidade de conteúdo em pouco tempo, sem um planejamento estruturado.


“Antes de pensar em quantidade, o candidato precisa ter estratégia. Vejo muitas pessoas começando de forma desorganizada, tentando estudar todas as disciplinas ao mesmo tempo, consumindo materiais em excesso e criando uma rotina impossível de ser mantida no longo prazo. A maioria das pessoas não reprova porque estudou pouco, mas porque estudou de forma desorganizada”, afirma.

Escolher o concurso certo faz diferença

Antes mesmo de montar um cronograma, é importante definir uma direção. Para Thiago Medeiros, a escolha do concurso deve levar em consideração o perfil do candidato, sua formação, seus objetivos profissionais e o tempo disponível para estudo.


“Muitos candidatos começam pelos concursos bancários, administrativos, de tribunais ou conselhos profissionais. A escolha não deve ser baseada apenas na quantidade de vagas ou na concorrência, mas em uma estratégia de médio e longo prazo. O primeiro concurso não precisa ser o concurso dos sonhos. Muitas vezes, ele funciona como uma porta de entrada para a carreira pública”, destaca.


Entre os certames mais aguardados pelos iniciantes está o concurso do Banco do Brasil. Tradicionalmente voltado para candidatos de nível médio, o cargo de Escriturário costuma oferecer remuneração inicial superior a R$4 mil, além de benefícios e um histórico de milhares de vagas por edital.


Outras seleções previstas ou aguardadas para os próximos meses e que costumam atrair candidatos iniciantes incluem concursos da Caixa Econômica Federal; Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF); Polícia Rodoviária Federal na área administrativa e diversos órgãos da administração pública.

Organização vale mais do que quantidade de horas

Outro ponto fundamental para quem está começando é criar uma rotina compatível com a própria realidade. Segundo o especialista, não existe uma quantidade ideal de horas de estudo que funcione para todos os candidatos.


“A melhor rotina não é a mais pesada, mas a que o candidato consegue repetir por meses. Quem trabalha ou estuda não precisa ficar preso à ideia de que deve estudar dez ou 12 horas por dia. O mais importante é a constância”, afirma.

Para quem está iniciando a preparação, algumas orientações podem tornar o processo mais eficiente:

● Definir um concurso ou área de interesse antes de comprar materiais;
● Montar um cronograma realista e compatível com a rotina diária;
● Priorizar disciplinas básicas comuns a vários editais;
● Combinar teoria, revisões periódicas e resolução de questões;
● Acompanhar o desempenho para identificar pontos de melhoria;
● Evitar comparações com outros candidatos e focar na própria evolução.
Constância é o diferencial


A ansiedade e a pressão por resultados rápidos também costumam fazer parte da jornada dos concurseiros. No entanto, Thiago Medeiros reforça que a aprovação é consequência de um processo contínuo de aprendizado.


“Não existe método perfeito. Existe o método que o candidato consegue manter ao longo do tempo. Ter direção, começar o quanto antes e construir uma rotina sustentável faz muito mais diferença do que buscar fórmulas milagrosas. Estudar pouco todos os dias é melhor do que passar semanas sem abrir o material”, conclui.


Mesmo antes da publicação dos editais é recomendado que os candidatos iniciem os estudos focando nas disciplinas mais recorrentes dos concursos pretendidos. Com a expectativa de um segundo semestre aquecido para o setor, quem começa a se preparar agora pode chegar mais competitivo quando as oportunidades forem oficialmente abertas.

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