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Brasil

Uruguaiana é principal porta de entrada da gripe suína no Brasil e deve ser tratada como tal, diz pr

Arquivo Geral

24/07/2009 0h00

 O município de Uruguaiana, treat situada no extremo do Rio Grande do Sul, site na fronteira com a Argentina, enfrenta um surto de influenza A (H1N1) – gripe suína. Até o momento, duas pessoas morreram vítimas da doença – um caminhoneiro, que esteve no país vizinho, e uma gestante de nove meses, cujo bebê permanece internado na ala de pediatria da Santa Casa de Misericórdia.


Para o prefeito de Uruguaiana, José Francisco Sanchotene Felice, a cidade é a principal porta de entrada da gripe suína no Brasil e “deve ser tratada como tal”. Em entrevista à Agência Brasil, ele reclamou da falta de apoio do governo estadual e mesmo federal para a compra de medicamento e equipamento e para a contratação de profissionais na área de saúde.


Felice avaliou que a doença “ainda tem muitas interrogações”, mas que a procura pelos postos de saúde e pronto-socorros começou a declinar nos últimos dias. A população, segundo ele, não tem retornado para novas consultas, porque tem sido bem orientada, além do reforço de médicos e enfermeiras, que passaram a atender também em um terceiro turno, a partir das 21h.


No último domingo (19), o prefeito decretou situação de emergência, por conta da situação de gripe suína instalada na cidade. Perguntado se o decreto era mesmo necessário, Felice afirmou “não ter dúvidas”, uma vez que a medida serve para “pressionar” autoridades. “Mas elas não gostam de ser pressionadas”, disse, ao completar que o decreto pode, inclusive, ser renovado, caso o cenário da doença em Uruguaiana permaneça “preocupante”.


Apesar de não ter antecipado as férias escolares nem optado por fechar cinemas, teatros e cultos religiosos, o prefeito acredita que, por meio do decreto, conseguiu mais “agilidade” na compra de equipamentos como os respiradores, utilizados em casos onde há o agravamento da gripe suína. “Merecemos uma atenção especial diante das circunstâncias”, cobrou o prefeito.


O secretário de Saúde de Uruguaiana, Luís Augusto Scheneider, garantiu que a situação é de “tranquilidade”. Segundo ele, 19 médicos foram contratados na tentativa de controlar a doença na cidade. Ele lembrou, entretanto, que o município conta com o maior porto seco da América Latina, por onde circulam mais de 800 caminhões todos os dias. Para Scheneider, a principal dificuldade é o esclarecimento á população.


“O vírus já está entre nós e tem uma letalidade similar ao vírus da influenza sazonal [gripe comum]. O que devemos evitar é a procura de maneira desenfreada aos pronto-socorros, onde se formam grandes aglomerações e aí, sim, há um contágio de maior volume”, disse o secretário.


 

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