Eu estava na porta da Piriquita, em Sintra, com um travesseiro de amêndoa ainda quente na mão, quando o telefone tocou com ligação de Uberlândia. Atendi de boca cheia, ouvi a primeira frase e quase deixei o doce cair na calçada de pedra. Gente, o irmão da Thássia Naves abriu o baú da família inteira nos stories.
José Naves Neto, irmão da influenciadora de moda mais famosa de Uberlândia, publicou na noite desta quinta uma sequência de doze stories para contar a versão dele sobre o afastamento entre os dois. E a fuxiqueira aqui leu tudo, tela por tela, com o travesseiro esfriando. Segundo José, o clima azedou depois do casamento da Thássia com Artur Attie. Ele diz que começou a ter desentendimentos com o cunhado e que o pai, seu José Naves, nunca teve boa relação com o genro e, palavras dele, “nunca escondeu isso”.




Agora vem a parte que ele mesmo entrega. José conta que não foi convidado para a festa de um ano do sobrinho, em maio de 2024, e que os filhos dele também ficaram fora da lista. Diz que procurou a irmã para pedir que ela não misturasse a briga com o cunhado na relação entre as crianças, e fecha o trecho com uma frase seca: “Ela não me respondeu.” Foi aí, ainda segundo ele, que mandou para Artur uma mensagem dizendo que, se o cunhado o cumprimentasse na rua, passaria por cima dele “como um trator”. José chama a própria atitude de errada, agressiva e inadequada. Pouco depois, recebeu uma medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.
O relato segue em terreno delicado, e aqui eu baixo o tom de vizinha de muro. José contou que, na época, era dependente de álcool, disse que isso não justifica o que fez e que assume a responsabilidade. Afirmou também que nunca agrediu, física ou verbalmente, a irmã ou qualquer mulher com quem se relacionou, e que a medida protetiva já o prejudicou profissionalmente agora que está se formando em Nutrição. Segundo ele, houve tentativa de enquadrar o caso como ameaça de morte, pedido que, pela descrição dele, não foi acolhido da forma pretendida. Esses detalhes do processo são a versão de uma parte só, e a decisão que concedeu a medida foi de um juiz, que ouviu o que José não publicou.
O pedaço que mais vai rodar no zap da família mineira é o do avô. José diz que a irmã e o marido passaram a impedir que o menino frequentasse a casa dos avós e que o pai dele sequer foi convidado para o aniversário mais recente do neto. A mãe, por ficar ao lado do marido, também não foi. Para quem acompanha o colunismo social de Uberlândia, o contraste dói: a festa de dois anos do menino, em maio de 2025, reuniu cerca de 300 convidados num haras nos arredores da cidade.

Depois José parte para as perguntas. Pergunta se a irmã estaria sob algum tipo de pressão dentro de casa, se o conflito entre o marido dela e o pai dele contaminou o resto da família, se ela estaria perdendo “a essência” da menina que ficou famosa pela família unida. Em seguida, escreve que não afirma nada disso. Eu só coloco as duas coisas uma do lado da outra: quem diz que não acusa ninguém fez três perguntas que funcionam exatamente como acusação. E quem pede para não ser definido por uma medida protetiva acabou de transformar a medida protetiva no assunto da semana.
Até agora, nem Thássia nem Artur se manifestaram publicamente sobre o desabafo. José termina dizendo que ele e a irmã já foram melhores amigos e que nunca imaginou chegar a esse ponto. Eu terminei o travesseiro frio, em pé na porta da Piriquita, pensando que família mineira que lava roupa suja no Instagram não volta a estender no mesmo varal tão cedo.