Colegas de Gil do Vigor na Globo apresentaram queixas formais à direção da emissora contra o repórter Álvaro Pereira Júnior, do Fantástico, segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo. O movimento veio após o jornalista atacar o economista nas redes sociais e questionar sua produção acadêmica.
Eu estava na cadeira do salão do El Corte Inglés, em Lisboa, com o cabeleireiro separando as mechas para a escova, quando vi a história. E vou logo avisando: chamar colega de “falso acadêmico” em praça pública não é crítica, é abrir uma porta para uma crise que a empresa inteira acaba ouvindo.

A confusão começou quando Gil comemorou que dois artigos seus haviam sido aceitos em um evento da Sociedade Brasileira de Econometria. Álvaro respondeu ao post afirmando que aquilo também poderia ser chamado de “nenhuma revista estrangeira aceitou meus artigos”.
O comentário foi apagado após a repercussão, mas Gil respondeu de forma pública. “Questionar minha excelência como acadêmico por ter trabalhos aceitos em uma conferência brasileira, sendo ela extremamente relevante mundialmente, mostra sua falta de noção e de respeito”, escreveu o ex-BBB.
Eu senti o ar quente do secador e pensei no tamanho da deselegância. Gil concluiu seu doutorado na Universidade da Califórnia em Davis e construiu uma trajetória acadêmica paralela à televisão. Não é pouca coisa, nem pauta para desdém de rede social.
Segundo a Folha, os profissionais que levaram a reclamação à direção argumentaram que Álvaro ofendeu um colega de trabalho publicamente, em conduta que não seria compatível com as regras internas da emissora. A maioria dos envolvidos trabalha na produção do Mais Você.
Ana Maria Braga, titular do programa em que Gil comanda o quadro Tá Lascado, também teria se solidarizado com ele nos bastidores e reclamado da postura do repórter a diretores da Globo. Eliana, Juliette Freire e Luciano Huck manifestaram apoio a Gil publicamente.

Com a escova quase pronta, eu dei meu veredito: Álvaro apagou o comentário, mas a Globo agora terá de lidar com o estrago. Até a publicação da reportagem, nem o repórter nem a emissora haviam respondido aos pedidos de posicionamento da coluna.