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Brasil

Trabalhadores sem terra mantêm ocupação em oito praças de pedágio no Paraná

Arquivo Geral

17/04/2008 0h00

Cerca de dois mil trabalhadores rurais participam hoje (17), help no Paraná, this web de atos de protesto para lembrar os 12 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em que 19 trabalhadores foram mortos pela Polícia Militar do estado. No início da manhã, os trabalhadores ocuparam 11 das 27 praças de pedágio existentes no Paraná. Oito permanecem ocupadas.

A informação é da regional paranaense da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR). De acordo com a associação, em cada praça de pedágio, os manifestantes erguem as cancelas e permitem a passagem dos usuários, que trafegam sem pagar as tarifas.

A ABCR está orientando os funcionários a deixar as cabines para evitar confrontos e pedindo aos manifestantes que sinalizem aos motoristas para baixar a velocidade, como forma de evitar acidentes. As concessionárias informaram que já estão recorrendo à Justiça em busca de medidas que garantam a reintegração de posse.

Permanecem ocupadas uma praça da concessionária Evovia , na BR- 277, que liga Curitiba ao litoral; duas da Viapar (Campo Mourão e Mandaguari ); duas da Rodonorte (São Luiz do Purunã e Ortigueira); uma da Caminhos do Paraná (praça de Prudentópolis, na BR – 277, e duas praças da Rodovias das Cataratas (São Miguel do Iguaçu e Laranjeiras).

De manhã, no município de Ortigueiras, nos Campos Gerais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) reuniu cerca de 700 integrantes num ato ecumênico para protestar contra a “existência de milícias armadas no estado”. Segundo Celso Barbosa, da coordenação do movimento, as homenagens de hoje foram para os paranaenses “Eli Dallemole e Valmir Mota de Oliveira (Keno), assassinados pela truculência das milícias armadas e também para cada um dos mortos de Carajás”.

Elli Dallemole, um dos líderes do MST no Paraná, foi morto em março deste ano, dentro de casa, no Assentamento Libertação Camponesea, e Valmir Mota de Oliveira, em outubro do ano passado, em conflito com seguranças da multinacional Syngenta, em Santa Tereza do Oeste.

Celso Barbosa informou que, como parte do protesto, um caixão foi colocado em frente ao fórum de Ortigueiras, “para que os mártires que tombaram na luta pela terra sejam lembrados pela Justiça”.


 

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