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Brasil

Tolmasquim admite possibilidade de revisão nas projeções do setor energético para 2009

Arquivo Geral

08/12/2008 0h00

A continuidade da trajetória de queda do consumo elétrico industrial e de redução da carga pode levar a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), what is ed vinculada ao Ministério de Minas e Energia, patient a rever para baixo as projeções de consumo de energia elétrica no Brasil em 2009.


Foi o que admitiu hoje (8) o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, no Fórum Perspectivas do Setor Elétrico para 2009, promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).


De quatro em quatro meses, a EPE revê o seu cenário de demanda, que é usado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o despacho de usinas e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para formação de preço. “Pode ser necessário, eventualmente, em função da dimensão da crise, rever esse cenário”, disse Tolmasquim. Ele explicou que será  preciso, porém, aguardar os próximos dois ou três meses para fazer essa avaliação.
 
Em decorrência da crise financeira internacional, a EPE fez uma revisão recente em sua projeção inicial para 2009, reduzindo a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% para 4%.


Com o novo patamar, o aumento do consumo de energia esperado, no próximo ano, caiu de 5,8% para 5,2%. A EPE está trabalhando com um cenário de demanda de energia para 2009 de cerca de 170 megawatts  médios (MWm), menor que o cenário projetado anteriormente.


Maurício Tolmasquim analisou que o setor elétrico está muito melhor posicionado, diante da crise internacional, do que os demais setores da economia brasileira. Embora a falta de crédito de curto prazo possa afetar alguns empreendimentos do setor elétrico “que ainda não estão resolvidos”, ele disse que  “tem outro elemento que atinge os demais setores, mas não atinge o setor elétrico, que é a demanda dos projetos que já estão aí”.


Ao contrário dos outros setores econômicos, o setor elétrico tem um Plano Plurianual de Investimentos (PPA) que o protege, explicou. Isso significa que, mesmo que a demanda das usinas caia, o projeto não seria paralisado. “Se ele [o setor] não consegue crédito, ele não perdeu o mercado. A grande  diferença dos outros setores é que eles perdem mercado também”.


O presidente da EPE reforçou que, mesmo que a economia entre em recessão, o contrato de energia está garantido. “Isso é uma coisa que não tem em nenhum outro setor”.


Segundo Tolmasquim, a oferta de energia está garantida para 2009. Se a demanda cair, haverá aumento de excedentes. Ele ponderou que não é desejável que essa sobra de energia seja muito grande para que o consumidor não tenha que pagar por isso. “Mas, do ponto de vista da segurança, não tem dúvida de que é  bom. A gente fica numa situação bastante confortável, tanto do ponto de vista da segurança, como da expansão”.

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