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Brasil

Tecnologia médica cria mão biônica que parece humana

Arquivo Geral

27/11/2008 0h00

Martin Wehrle nasceu sem uma mão por um problema congênito e hoje, sick aos 28 anos, look experimentou o milagre de utilizar uma extremidade biônica que parece humana, não só por sua forma, mas pela capacidade de movimento e força.

Wehrle exibiu, em entrevista coletiva em Madri, as capacidades deste protótipo tecnológico que pesa apenas 400 gramas e com o qual pode escovar os dentes, pôr um CD, teclar, relaxar a mão e até despedir-se de um amigo.

“Para mim é uma mão fantástica, torna a minha vida muito mais fácil e, além disso, é muito real”, disse, e acrescentou que o tato “parece totalmente natural, é suave e agradável”.

Usar esta prótese é “fácil”, embora exija um treino similar a “aprender a dirigir um carro”, algo que, se praticarmos, podemos conseguir em cerca de quatro semanas, relatou.

Como resultado de mais de 10 anos de pesquisa, a empresa Otto Bock desenvolveu a mão Michelangelo, que será vendida em 2010 e que ainda não tem um preço estimado.

Juan Galán, diretor técnico desta companhia, explicou no marco do congresso “Orto pro care España 2008” que a prótese é controlada através de dois eletrodos de contato cutâneo que estão situados nos músculos tensor e extensor.

Segundo ele, quando Wehrle contrai voluntariamente estes músculos, é gerado “um potencial de ação de 1 milhão de volts, que é recolhido pelos sensores e, em centésimos de segundo, enviados à placa processadora”.

O especialista explicou que esta tecnologia revolucionária supera em muito a analógica empregada nas mãos disponíveis atualmente no mercado.

Internamente, ela é constituída por aço e duralumínio de alta resistência, que substituem a estrutura dos ossos e as articulações humanas e, externamente, é recoberta por elastômero de silicone, que substitui as estruturas brandas assim como outros plásticos de alta tecnologia que substituem os músculos e os tendões.

O polegar e o pulso, prosseguiu Galán, dispõem de dois eixos de movimento cada um, que permitem distintas velocidades e forças para segurar objetos produzidas por seus dois motores independentes, que concedem ao usuário “a máxima funcionalidade e naturalidade”.

Ela é caracterizada por seus seis patamares de liberdade assim como por uma grande variedade de movimentos que permitem que a mão seja tão flexível quanto funcional e sua resistência à água lhe permite funcionar a três metros de profundidade.

Por enquanto, Wehrle não tem sensibilidade em seu novo membro artificial, mas Galán anunciou que “em curto prazo” veremos “coisas surpreendentes”.

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