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Brasil

Rubens reconhece superioridade de Schumi, mas se diz prejudicado

Arquivo Geral

24/11/2008 0h00

Piloto da Ferrari entre 2000 e 2005, Rubens Barrichello contou em entrevista ao Fantástico um pouco de sua relação com Michael Schumacher, recordista de títulos na Fórmula 1. O brasileiro confirmou que o tratamento na escuderia de Maranello era favorável ao companheiro de equipe, mas, por outro lado, reconheceu que dentro da pista o alemão era melhor que ele.


“Não tenha dúvida que o Schumacher era mais rápido que eu”, afirmou Barrichello, que ainda não tem contrato assinado para a próxima temporada da categoria. “Mas nos momentos em eu ia me sobressair, eu acabava sendo freado”, explicou o paulista, ressaltando ter um bom relacionamento com o heptacampeão mundial “porque eu (Rubinho) sempre quis assim”.


De acordo com ele, Schumi não precisava de privilégios para conquistar tudo o que conquistou. “Eu sempre almejei ter a igualdade dentro do carro e quem fosse melhor ganhasse. Na minha visão é desse jeito que tem que ser o mundo, pois você não precisa ter uma coisinha a mais para ganhar. E é dessa forma que eu encaro as pessoas que duvidam que eu teria sido campeão do mundo”, afirmou.


O ponto mais crítico da relação Schumacher-Barrichello-Ferrari se deu no GP da Áustria de 2002, quando o brasileiro recebeu uma ordem da equipe para deixar o companheiro ultrapassá-lo e vencer a corrida no final da disputa. A manobra foi feita na última curva.


“Foram oito voltas antes (do final) que começou a conversa, ‘então você sabe que o Michael está atrás e o campeonato é importante.. . Foi aumentando a conversa até um ponto em que entrei na última volta indeciso. As pessoas me perguntam: mas por que na ultima curva? Porque eu entrei na penúltima curva decidido a não deixar passar, mas tinha um preferido lá dentro, não tinha jeito”, contou Rubinho.


De acordo com ele, naquela hora a Ferrari disse que ele deveria repensar o contrato que tinha com a escuderia. “Aquilo para mim foi uma ordem de ‘é melhor você tirar o pé senão vai acabar sendo mandando embora”, comentou Barrichello.


“Uma volta antes mandei perguntar ao Schumacher se era isso mesmo o que ele queria… porque eu achava aquilo tão injusto, ser na frente de todo mundo… foi uma vaia em qualquer momento onde ele passou e eu queria saber se ele estava ciente ou não. Me disseram que não cabia a ele decidir ou não, mas eu tenho os papéis em casa de todas as falas e ele estava sempre ciente daquilo que estava acontecendo”, garantiu o piloto, resignado.


Bruno Senna – Esperança dos brasileiros na Fórmula 1 após a morte de Ayrton Senna, Barrichello agora precisa conviver com a concorrência do sobrinho do tricampeão mundial, Bruno Senna, por uma vaga na Honda. O novato, inclusive, fez testes com a equipe na semana passada. Rubinho, entretanto, voltou a repetir que não acredita que este seja o momento certo de o vice-campeão da Fórmula GP2 entrar na principal categoria do automobilismo mundial.


“A minha opinião é que não é o momento certo para ele, em uma Honda ou e qualquer outra equipe. Na Fórmula 1 hoje em dia se você não explodir de cara, vão te explodir. Com certeza ele deve ter um talento acima do normal, pois eu acho que não tem ninguém na história do automobilismo que com três anos de experiência tenha chagado à Fórmula 1, mas querer dar um passo maior que a perna é um momento errado”, avaliou.


 

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