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Brasil

Riscos em cada etapa do Rally dos Sertões

Arquivo Geral

28/07/2006 0h00

Camila Valadares
Enviada especial a Minaçu (GO)

Como toda prova off-road de longa duração, o Rally dos Sertões é uma competição que costuma ser marcada por acidentes. E, ontem, no primeiro dia de disputas por trilhas, um piloto de moto teve de abandonar a prova. Na etapa entre Goiânia e Minaçu (GO), o paulista Fábio Garcez bateu de frente num veículo de passeio. O fato aconteceu antes mesmo de ele chegar ao local da largada. Fábio foi socorrido pela equipe médica e levado para o Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Por mais graves que sejam, os acidentes fazem parte da rotina da prova. Em média, são dois resgates por dia. Na maioria, pilotos da categoria motos, que chegam ao hospital com traumatismo leve no crânio. A curiosidade é que o maior número de casos – batidas e atropelamentos – acontecem na etapa de deslocamento, quando os pilotos estão saindo da cidade-sede para chegar até a parte cronometrada da competição, quando a velocidade passa a ser protagonista.

"O Fábio (Garcez) sofreu traumatismo no crânio. Está com uma fratura no braço direito e outra na perna esquerda. Foi para a UTI e está sedado. Hoje (ontem) mesmo, ele será transmitido para um hospital de São Paulo", informou Clemar Corrêa, responsável por toda estrutura médica do Rally dos Sertões em suas 14 edições.

Com a saída de Fábio Garcez, 93 pilotos são esperados hoje na largada para os 551km entre Minaçu e Palmas (TO). O Rally termina no dia 4 de agosto, na Passarela do Álcool, em Porto Seguro (BA).

Segurança
Nos 14 anos do Rally dos Sertões, seis pessoas morreram em acidentes. Apenas um piloto. Três vítimas trabalhavam na organização e outras duas eram espectadores.

Vinte e um profissionais trabalham no resgate e atendimento, entre médicos, bombeiros e policiais militares.  Para maior rapidez, dois helicópteros estão à disposição. Um  sobrevoa a prova durante todo o tempo. O outro  permanece em terra e levanta em caso de emergência.  "Se o piloto sofre um acidente em cima de uma montanha, dentro de um lago, ou em pleno deserto, a dificuldade é conseguir fazer com que ela seja atendido o mais rápido possível em um bom hospital. Por mais que a gente tenha boa capacidade de resgatar, estamos longe do ideal por causa da distância dos grandes centros. Mas todo competidor que se inscreve sabe bem disso e assume o risco", afirma Clemar Corrêa.

Ontem, ao final da primeira etapa, Klever Kolberg e Eduardo Bampi foram os mais rápidos na categoria carros. Nas  motos, Tiago Fantozzi foi o melhor; e entre os caminhões, Amable Barrasa, José Papaceno e Domênico Montalbano.

A repórter viajou a convite dos organizadores do rali

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