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Brasil

Rede de cordões umbilicais recebe R$ 31,5 milhões para ampliação

Arquivo Geral

14/11/2008 0h00

A Rede BrasilCord, medicine que reúne os bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário, receberá R$ 31,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O material é utilizado no transplante de medula óssea. O anúncio foi realizado, nesta sexta-feira (14), pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luiz Antonio Santini, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Luciano Coutinho. O objetivo é ampliar de 5 mil para 50 mil a quantidade de cordões armazenados, em 12 bancos de coleta – oito serão construídos e outros 4, ampliados.

Os recursos são provenientes do Fundo Social do BNDES e serão administrados pela Fundação Ary Frauzino para a Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), responsável pela logística do projeto.  As unidades serão coordenadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para contemplar toda a diversidade genética do povo brasileiro, os bancos serão construídos no Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal.

“A necessidade e a urgência desse projeto surgem porque o Brasil apresenta todos os anos centenas de pacientes que desenvolvem doenças, cuja solução é o transplante de medula óssea”, afirmou Temporão. Segundo o ministro, a rede, além de servir para cura e terapêutica, também será importante para a pesquisa e ensino.

O objetivo é armazenar cerca de 50 mil cordões nos 12 bancos da Rede, número considerado ideal para, juntamente com os doadores voluntários de medula óssea, suprir a demanda de transplantes no Brasil.

Além da construção das novas unidades da Rede BrasilCord, o recurso será utilizado em compra de equipamentos dos bancos já em funcionamento e treinamento de recursos humanos. Para fortalecer ainda mais a Rede, o Laboratório de Imunogenética do INCA, laboratório de referência para os exames da BrasilCord, também receberá melhorias. Hoje, a Rede BrasilCord conta com quatro bancos instalados, no Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, no Hospital Albert Einstein (São Paulo) e nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto.

BrasilCord – A Rede de bancos públicos de sangue de cordão foi criada pelo Ministério da Saúde, em 2004. Desde então, já foram realizados 53 transplantes com unidades de cordão nacionais. Isso corresponde a 12% dos procedimentos realizados nos últimos quatro anos. A Rede BrasilCord traz, além da agilidade para os pacientes na realização dos transplantes, economia para o Ministério da Saúde. Utilizar unidade de cordão de registros estrangeiros custa cerca de R$ 50.000, enquanto manter uma bolsa em um banco público nacional, R$ 3.000.

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