UESLEY DURÃES
UOL/FOLHAPRESS
Cinco pessoas foram condenadas por formar uma quadrilha que atuava em São Paulo e praticava roubos de relógios de luxo em Santa Catarina.
Homens criaram grupo no WhatsApp em São Paulo para orquestrar roubos em Santa Catarina. Ao menos dois relógios foram roubados na Praia Brava, localização de luxo de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina.
Eles foram condenados a penas entre 12 e 21 anos pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). Em um grupo chamado “revoada Camboriú”, em referência ao destino turístico de Balneário Camboriú, cidade vizinha a Itajaí, eles fotografavam vítimas em potencial e localizações onde deveriam acontecer os delitos, de acordo com a Justiça.
Os criminosos, conhecidos como “gangue do Rolex” ou “quadrilha do Rolex”, planejavam minuciosamente os roubos e dividiam as funções entre si, segundo a Justiça. De acordo com as investigações, um dos cinco integrantes monitorava e compartilhava a localização das vítimas; outro executava os assaltos; um terceiro era responsável pela logística das ações; e o último era responsável pela venda dos relógios roubados e por ceder o veículo de fuga.
Um dos crimes, conforme relatado pela Polícia Civil de Santa Catarina, ocorreu em um estabelecimento de Itajaí. Disfarçado de entregador de comida, um dos assaltantes anunciou o roubo e levou dois relógios Rolex -um Yacht-Master e um Submariner-; avaliados em centenas de milhares de reais.
Em um registro obtido pela investigação, dias depois do crime, os criminosos comentam uma notícia compartilhada no grupo sobre a ação no restaurante: “Esse aí nós ‘pegou’ parceiro. É esse nosso trampo”. O UOL não encontrou as defesas dos condenados, que moram na região metropolitana de São Paulo.
Em segunda instância, a defesa dos condenados disse que havia falta de provas para condená-los. No entanto, os desembargadores catarinenses entenderam que a quebra do sigilo telemático, os prints, e as fotografias comprovaram que houve uma organização dos homens para praticar os roubos.
No grupo “revoada Camboriú”, os membros mostraram que saíram de São Paulo com o único objetivo de cometer os delitos na cidade catarinense, segundo a Justiça. Pelo WhatsApp, além de localizações e registros das vítimas, eles compartilhavam fotos com armas, malotes de dinheiro e dos próprios relógios roubados.
O grupo retornou para São Paulo após o roubo de dois Rolex. Um dos relógios foi vendido por R$ 23 mil e a quantia dividida entre os cinco.
“Com efeito, a prova telemática extraída dos aparelhos celulares evidencia que os réus se articularam desde o Estado de São Paulo, deslocando-se ao litoral catarinense com o propósito específico de praticar roubos de relógios de alto valor”, disse Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, desembargadora relatora.
Os criminosos estão presos por outros crimes e ainda cabe recurso para esse processo.
‘Quadrilha do Rolex’ é condenada por planejar assaltos em SP e roubar em SC
Criminosos foram condenados a penas entre 12 e 21 anos pelo TJSC
Foto: Reprodução/ UOL