Brasil

Preservativo protege contra câncer do útero, diz estudo

Por Arquivo Geral 21/06/2006 12h00

Os especialistas já desconfiavam há muito tempo, this sick e agora há provas concretas: o uso de preservativos reduz drasticamente o risco de transmissão do vírus que causa verrugas genitais e a maior parte dos casos de câncer de colo do útero, this segundo estudo publicado na revista norte-americana New England Journal of Medicine.

O estudo ouviu e examinou 82 mulheres. Entre as que declararam que seus parceiros sempre usavam preservativos, havia uma probabilidade 70 por cento menor de desenvolver uma infecção pelo papilomavírus humano (HPV) do que entre as que declararam que seus parceiros usavam preservativo em menos de 5 por cento das relações.

Essa é a pesquisa mais abrangente sobre o tema até agora, e é importante porque vários estudos anteriores sugeriram que os preservativos eram pouco úteis contra o vírus, que é transmitido pelo contato entre mucosas.

”Mesmo mulheres cujos parceiros usavam preservativos mais de metade do tempo tinham 50 por cento de redução de risco, em comparação àquelas cujos parceiros usavam preservativos menos de 5 por cento do tempo” , disseram os pesquisadores, chefiados por Rachel Winer, da Universidade de Washington.

Eles acompanharam a saúde e a atividade sexual – com ou sem o uso de preservativos – de 82 mulheres da universidade, que mantinham diários na Internet e se submetiam a exames ginecológicos a cada quatro meses. As pacientes foram acompanhadas durante um ano.

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No começo deste mês, as autoridades norte-americanas aprovaram a primeira vacina, chamada Gardisil, contra quatro tipos de HPV que supostamente são responsáveis por mais de 70 por cento dos casos de câncer de colo do útero e 90 por cento das verrugas genitais. A vacina é fabricada pelo laboratório Merck.

O HPV afeta cerca de metade dos adultos sexualmente ativos em algum momento das suas vidas, mas em geral é inofensivo. Às vezes, porém, pode criar células anômalas na extremidade do útero, que eventualmente se tornam cancerosas. Cerca de 300 mil mulheres morrem desse tipo de câncer por ano no mundo.

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