A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio de Janeiro inicia quarta-feira (14) uma operação emergencial para recuperação de áreas atingidas por enchentes. Em 60 dias, a secretaria espera desobstruir 100 quilômetros de galerias pluviais e limpar 150 mil caixas de ralos. Para isso, devem ser contratados 600 funcionários temporários para complementar as equipes que já trabalham fazendo a recuperação das vias pluviais da cidade.
Será realizada a Operação Tapa-Buraco, além da recuperação de pavimentos com paralelepípedos e calçamentos e drenagem nas redes de galerias pluviais da cidade. A ação é para reparar os estragos provocados pelo temporal do início da semana passada, onde dezenas de ruas e avenidas foram destruídas pela força da enxurrada.
A Operação Tapa-Buraco contará com a contratação de 20 equipes adicionais por um período de 60 dias. A meta é de tapar 160 mil buracos neste período. O secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio, Carlos Roberto Osório, afirma que o número de buracos aumentou muito em decorrência da chuva. “As chuvas fizeram o número de buracos triplicar na cidade, sendo as áreas mais atingidas as zonas oeste e norte”, afirmou.
A recuperação de pavimentos com paralelepípedos têm como foco 74 mil metros quadrados de vias que foram prejudicadas com o temporal. As áreas mais atingidas, segundo Carlos Osório, são Cosme Velho e Santa Teresa, onde crateras apareceram depois das chuvas.
Para o secretário, se chover forte novamente, poderá haver mais prejuízos. “Se cair uma chuva forte, veremos o mesmo cenário ocorrido na semana passada. Por este motivo precisamos recuperar logo as galerias pluviais e, principalmente, investir em estrutura. Foram anos de descaso com as vias de drenagem sem investimento. Com isso, o sistema está velho.”
As vias de acesso ao Cristo Redentor, principal ponto turístico do Rio, estão bloqueadas desde o início do temporal. Carlos Osório afirma que estão sendo empregados todos os esforços para liberar o acesso ao monumento o mais rápido possível, mas que esse trabalho deve durar em média seis meses. “O prefeito pediu uma atenção especial para as vias de acesso para o Cristo Redentor, pois é o principal ponto turístico da cidade. Estamos juntos com a GeoRio [Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro] trabalhando com todas as forças para conseguirmos a liberação das vias de acesso”, disse.
A secretaria afirmou que 36 mil pontos de luz na cidade serão recuperados no prazo de 90 dias. Isso corresponde a 8% dos 430 mil pontos de iluminação existentes na cidade.