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Polícia prende ‘Abelha Rainha’, mulher apontada como líder do tráfico na cracolândia, em SP

O apelido da mulher é uma referência à metáfora de uma colmeia de abelhas, usada por dependentes químicos da região

Por FolhaPress 24/09/2021 12h42

Alfredo Henrique
SÃO PAULO, SP

A Polícia Civil prendeu uma mulher chamada de “Abelha Rainha”, na manhã desta sexta-feira (24), suspeita de fornecer drogas, além de comercializá-las, na da cracolândia, no centro da capital paulista. O apelido da mulher é uma referência à metáfora de uma colmeia de abelhas, usada por dependentes químicos da região para ilustrar ocasiões em que usuários se confrontaram com agentes de segurança, para protegerem a “feira da droga.” que acontece na cracolândia.

Além de mulher de 51 anos, que segundo investigações da 1ª Delegacia Seccional do centro vende e fornece drogas na região há cerca de 20 anos, outros quatro suspeitos de tráfico também foram detidos. As prisões ocorreram em cumprimento a mandados de prisão, expedidos pela Justiça. Ao todo, foram 23 deles. Policiais continuam na região, para encontrar os outros 18 criminosos foragidos.

“A cada dia que passa diminui o fluxo de usuários na região, por causa do trabalho constante de repressão ao tráfico. Sem tráfico, não tem usuário”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo, na manhã desta sexta, o delegado Roberto Monteiro, titular da 1ª Seccional do centro.

Agentes da delegacia central, incluindo policiais do 77º DP (Santa Cecília), investigaram a rotina de traficantes e usuários na região, por cerca de de seis meses. Durante as apurações, eles identificaram uma jovem, já presa sob suspeita de tráfico, conhecida como “Gatinha da Cracolândia”. Ela nega as acusações, segundo seu advogado José Almir. Durante as apurações, foi constatada a existência de uma “feira da droga”, que funcionava 24 horas por dia, além dos serviços de hospedagem e entrega de drogas nos cômodos alugados por e para traficantes.

O chefe de investigações da 1ª Seccional, o policial civil Luiz Carlos Zapparoli, ressaltou que o fluxo de usuários baixou entre 40% e 60% na região, desde que a polícia passou a realizar ações de combate aos traficantes da cracolândia. Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, em prédios degradados nos quais usuários de drogas e traficantes permaneciam, como em um hotel. Além do pagamento de diárias, nos locais, de acordo com as investigações, eram oferecidos serviços de entrega de drogas e comida.

A polícia apreendeu durante a operação uma arma de brinquedo, um facão, pneus, três máquinas de cartão de débito e crédito, uma bicicleta elétrica, roubada segundo a polícia, seringas e drogas. A quantidade de entorpecente pega pela polícia ainda era avaliada até a publicação desta reportagem.

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Deram apoio à ação policiais militares, guardas-civis metropolitanos, além de quatro cães farejadores, e dois carros blindados da Polícia Civil.








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