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Brasil

Polícia mira clínicas que simulavam atendimentos a autistas para fraudar planos de saúde

Além do impacto financeiro, apurações da Polícia Civil destacam o dano direto às crianças, submetidas a diagnósticos indevidos e intervenções terapêuticas inadequadas

Redação Jornal de Brasília

30/04/2026 10h58

Foto: Divulgação/Agência SP

Foto: Divulgação/Agência SP

FOLHAPRESS

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (30) uma operação para desmantelar um esquema criminoso de fraude contra planos de saúde que envolvia clínicas de atendimento a crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na capital e na região metropolitana de São Paulo.

A investigação aponta que o grupo simulava atendimentos que não ocorreram, emitia laudos médicos falsos e entrava com ações judiciais para obrigar as operadoras a cobrir procedimentos inexistentes ou superfaturados.

Além do impacto financeiro, as apurações destacam o dano direto às crianças, submetidas a diagnósticos indevidos e intervenções terapêuticas inadequadas. A Polícia Civil afirma que o esquema violou “princípios fundamentais de proteção e boa-fé”.

A Operação Desentendimento é conduzida pela 2ª Delegacia da DIG (Divisão de Investigações Gerais) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e investiga crimes de estelionato e contra a fé pública. Cerca de 40 policiais civis participam da ação com apoio de 17 viaturas.

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