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Brasil

Polícia Civil ‘inocenta’ PM que matou a tiros cão comunitário no Paraná

Órgão alegou que investigação “concluiu que o disparo foi efetuado durante situação de estado de necessidade” por parte do agente

Redação Jornal de Brasília

31/07/2026 15h40

PM que matou a tiros cão comunitário

Foto: Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

A Polícia Civil do Paraná decidiu não indiciar o policial militar que matou um cachorro comunitário a tiros, na cidade de Castro, na sexta-feira (24).

Polícia Civil concluiu inquérito sem responsabilizar criminalmente o PM. Em nota ao UOL, o órgão alegou que a investigação “concluiu que o disparo foi efetuado durante situação de estado de necessidade” por parte do agente.

Militar matou o cachorro para se defender, afirma a investigação da Polícia Civil. De acordo com o órgão, no dia do ocorrido, o PM estava de folga e tinha ido buscar a filha na Unidade de Pronto Atendimento de Castro, onde ela faz estágio. Ao chegar no local, três cães de grande porte que ficam nas imediações da UPA cercaram o agente, que precisou atirar para evitar uma situação de risco à integridade física dele mesmo, diz o inquérito.

Investigação analisou câmeras de segurança antes de optar por não indiciar o PM. Ainda segundo a polícia, as imagens mostram que o militar tentou se “esquivar e repelir os animais por meios não letais”, porém, ao ser acuado pelos cães, “e diante do risco iminente de ataque, efetivou um único disparo com sua arma de fogo para neutralizar a investida”. Um dos cães foi baleado e morreu.

Diante dessas evidências, o inquérito policial foi concluído sem indiciamento e remetido ao Ministério Publico do Paraná. Caberá à promotoria decidir se aceita a conclusão do inquérito policial ou se pede mais diligências. O UOL entrou em contato com o MP paranaense para pedir posicionamento e aguarda retorno.

PM que atirou no cachorro não chegou a ser preso. Como não foi apontada conduta ilícita, ele também não será afastado de suas funções na Polícia Militar do Paraná. Como o militar não teve o nome divulgado, não foi possível localizar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestação.

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