Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasil

PF faz operação contra fraudes na compra de medicamentos de alto custo e apura relação com 14 mortes

De acordo com a polícia, os problemas nas compras dos medicamentos causaram desabastecimento por vários meses e podem ter resultado na morte

Por FolhaPress 21/09/2021 1h03
Foto: Divulgação/PF

Funcionários do Ministério da Saúde na gestão de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, são alvos de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça (21) em uma investigação sobre fraudes na aquisição de medicamentos de alto custo. Segundo a PF, as possíveis fraudes durante o período teriam a intenção de beneficiar a Global, sócia da Precisa Medicamentos, que está na mira da CPI da Covid por irregularidades na compra da vacina Covaxin.

De acordo com a polícia, os problemas nas compras dos medicamentos causaram desabastecimento por vários meses e podem ter resultado na morte de 14 pacientes. Entre os alvos estão Davidson Tolentino e Tiago Queiroz, que atuavam na diretoria de Logística do ministério por indicação de Barros. As compras que estão na mira da PF foram efetuadas entre 2016 e 2018, quando Barros era ministro da Saúde, e teriam causado um prejuízo de cerca de R$ 20 mihões pela falta de entrega dos medicamentos adquiridos.

São investigadas as compras pela diretoria de Logística em Saúde da pasta dos medicamentos Aldurazyme, Fabrazyme, Myozyme, Elaprase e Soliris/Eculizumabe. Ao todo, a PF cumpre 15 mandados de busca e apreensão em cidades de Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura os crimes de fraude à licitação, estelionato, falsidade ideológica, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e corrupção ativa.

Em nota, Ricardo Barros afirma que não é alvo da investigação e que não “se comprovará qualquer irregularidade” em sua gestão no Ministério da Saúde. Segundo ele, as compras foram feitas dentro das regras e tiveram decisões favoráveis na Justiça. O líder do governo diz ainda que não há relação entre a morte de 14 pacientes com os problemas na entrega dos medicamentos adquiridos.








Você pode gostar