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Brasil

Pesquisa: idosos são os que menos temem coronavírus

No universo de pessoas entrevistadas com idade acima de 60 anos, apenas 18% têm muito medo de serem infectadas, o menor índice entre todas as faixas etárias

Catarina Lima

22/03/2020 20h57

Foto: Divulgação/ANPR – São Paulo- SP, Brasil- IBGE estima 19 milhões de idosos com mais de 80 anos em 2060.

O Instituto FSB Pesquisa realizou entrevista com 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos nas 27 unidades da federação, nos dias 18 e 19 de março, para traçar um perfil do comportamento do brasileiro em relação a pandemia do coronavírus. De acordo com a pesquisa, a pandemia é conhecida por 99% da população brasileira. Quanto ao grau de conhecimento, 43% dos entrevistados se dizem muito bem informados; 29% se consideram informados; 18% mais ou menos informados; 6% nada informados; 2%nunca ouviu falar; e 1% não soube ou não quis responder.

A pesquisa revela alguns comportamentos que vão na contramão do comportamento observado no coronavírus desde janeiro quando ocorreram os primeiros casos na China. A pesquisa verificou que 44% dos brasileiros temem o coronavírus, no entanto os idosos – os mais afetados ao contraírem a doença – são os que menos a temem e os que mais discordam do isolamento social.

No universo de pessoas entrevistadas com idade acima de 60 anos, apenas 18% têm muito medo de serem infectadas, o menor índice entre todas as faixas etárias ouvidas. Os que demonstraram mais medo foram os que se enquadram na faixa de 16 a 24 anos, dos quais 30% disseram ter muito medo.

Outro fato curioso com relação à população idosa que é são eles que mais resistem às medidas de isolamento social tomada pelos governos estaduais. Embora 96% dos brasileiros aprovem as medidas tomadas, de acordo com a pesquisa, os idosos parecem ser os que terão mais dificuldades de adaptação
as normas. Na faixa de 16 a 24 apenas 2% desaprovam as decisões de fechamento de bares, academias, restaurantes, etc; entre os de 25 a 40, o percentual sobe para 3%; de 41 a 59, a desaprovação é de 5%; 6% no grupo acima de 60 anos.

A proibição da exibição de shows, peças de teatros e fechamento de cinemas é, de acordo com a pesquisa, a medida que menos afeta aos brasileiros. Do total de brasileiros entrevistados 92% concordam e 7% discordam. Já o fechamento de bares e restaurantes é aprovada por 81% das pessoas
entrevistadas e contestada por 16%.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, avalia da seguinte forma a sua atuação e o comportamento da população do DF: “acredito que todos estão fazendo o que acham melhor para enfrentar a situação. É o que estou buscando no Distrito Federal. Estamos recolhendo todas as informações possíveis e aplicando procedimentos que tiveram sucesso em outros países. É
a nossa forma de agir”.

A pesquisa também mediu a aprovação da população quanto a atuação do poder público. Dos entrevistados em todo o País, 42% consideram boas ações dos governos estaduais, enquanto 8% classificaram como ótimas; 31% como regular; 10% como ruim; 7%, muito ruim; e 3% não souberam ou não quiseram responder.

Suspeita sem isolamento

A pesquisa levantou dados que podem ajudar a entender a evolução do coronavírus no Brasil. Do total de entrevistados 98% disseram não estarem sob suspeita de contaminação pela doença. Dos 2% que acreditam que podem ter contraído o vírus, 57% afirmaram que ficaram em isolamento em suas casas;
47% não se isolaram. Outro dado é que dos que tinham suspeita de estar contaminados apenas 10% fizeram o exame para comprovar a contaminação.

Alguns hábitos de higiene passaram a ser mais observados e outros a fazer parte da rotina do brasileiro segundo a pesquisa. Dos entrevistados pela FSB Pesquisa, 95% disseram que agora lavam as mãos com mais frequência; 89% estão evitando aglomerações e 75% estão utilizando álcool gel para lavar as mãos.

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