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Brasil

Osasco e Rexona iniciam revanche em busca do tetra

Arquivo Geral

31/03/2007 0h00

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Confirmando o favoritismo de ambos os lados, Finasa/Osasco e Rexona-Ades decidem por mais um ano a Superliga feminina de vôlei a partir deste domingo. Desde o início da competição, as duas equipes – que têm se mostrado as mais regulares do país nos últimos anos – davam mostras de que pretendiam reeditar as últimas finais. A diferença é que, desta vez, estará em jogo o inédito quarto título da mais importante competição do vôlei feminino nacional.

Dono da melhor campanha na fase de classificação, o Rexona-Ades tem a vantagem de fazer três dos possíveis cinco jogos das finais em casa. Em compensação, é o Osasco que larga na frente, abrindo a série em casa, no ginásio Professor José Liberatti, neste domingo, a partir das 12h30.

Em 2005, o título ficou com as paulistas, que levaram o troco no ano seguinte – em jogo que marcou a despedida das quadras da levantadora Fernanda Venturini. Em sua sexta decisão consecutiva, as osasquenses vêm treinando em ritmo forte nos últimos dias, com a expectativa de muito equilíbrio na melhor-de-cinco.

“Melhoramos muito ao longo dos jogos contra o Fiat/Minas nas semifinais. Agora, contra o Rexona, espero que possamos melhorar ainda mais”, garante a jovem atacante Natália, de apenas 17 anos, que faz sua primeira final de Superliga. “Jogaremos de igual para igual”, promete.

Entre o time de vermelho, ninguém tem planos de repetir o vice-campeonato do ano passado. De acordo com a meio-de-rede Carol Gattaz, todas as jogadoras vêm se dedicando ao máximo aos treinamentos e estudando as adversárias, para que o resultado possa vir em quadra.

“Estamos analisando o Rexona, que é uma equipe bem diferente do Minas”, explicou Carol, atenta às colegas de setor que estão do outro lado da quadra. “Elas têm um meio-de-rede muito forte. É um ponto importante que precisa ser estudado e marcado.”

Do lado das cariocas, ninguém espera facilidade na decisão, que deve se arrastar até o quinto jogo. Pelo menos é o que acredita a atacante Estefânia que, aos 34 anos, é a jogadora mais experiente do Rexona-Ades.

Estefânia, porém, sugere qual deve ser o caminho utilizado para tentar vencer as paulistas. “Quem errar menos neste jogo irá ganhar. Temos de forçar o saque e ter atenção na reação. Apesar do poder de reação ser um ponto forte do Rexona-Ades, devemos estar ainda mais atentas diante de um time com nível elevado”, explica.

Em um time que conta com a experiência de Estefânia, não poderia faltar uma dose de juventude. Em sua primeira temporada no time do técnico Bernardinho, Dani Lins esbanja confiança e promete que sua equipe irá surpreender a todos na reta final da competição.

“Estou tranqüila, espero fazer uma boa série. O grupo está focado neste momento e querendo surpreender logo na estréia. Sabemos que não será fácil, vamos arriscar tudo”, assegura a levantadora.

O segundo jogo da decisão está marcado para quarta-feira, às 19h, no Rio de Janeiro; já o terceiro acontece apenas no sábado, às 14h30, em Niterói. Caso seja necessário, a CBV já anunciou as datas dos próximos jogos: dias 15, em Barueri, e 21, novamente em Niterói.

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