Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasil

O que se sabe e o que falta esclarecer sobre a operação em São Gonçalo, no Rio

Oito corpos foram encontrados dentro de um manguezal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Operação ocorreu após um policial ser morto

Foto: Reprodução

Uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (Rio de Janeiro), deixou ao menos oito pessoas mortas no fim de semana. Moradores retiraram os corpos de um manguezal.

A operação começou um dia após o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva ser baleado durante patrulhamento, no sábado (20). O militar chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.

Até o momento, foram identificados sete dos oito mortos. Foram divulgados seis nomes: David Wilson Oliveira Antunes, Kauã Brenner Gonçalves Miranda, Rafael Menezes Alves, Carlos Eduardo Curado De Almeida, Élcio da Silva Araújo e Ítalo George Barbosa Gouvea Rossi, conhecido como Sombra. A família de Jhonatan Klando Pacheco Sodré afirma que ele é o sétimo morto identificado, mas a polícia não confirma.

Um dos jovens, Kauã Brenner, era menor de idade. Segundo familiares, ele teve um dedo da mão cortado durante a operação policial. “Já sabiam que iriam matar, então por que fazer isso? Por que torturar? Parece que estão matando bicho, matando rato. Meu irmão não fazia mal para ninguém. Fizeram muita maldade com ele. Tem adolescente aí que tiveram os dedos arrancados. Para que fazer isso?”, disse Milena Menezes, irmã do jovem, ao site G1.

Moradores que retiraram os corpos do mangue dizem que as oito vítimas apresentavam sinais de tortura. A polícia nega.

O que ainda não se sabe

Além da questão da tortura a ser apurada, ainda não se sabe ao certo as circunstâncias das oito mortes. A Polícia Civil vai investigar o caso para saber se os homens morreram em confronto com os policiais ou se foram alvos de uma execução.

Também não se sabe se os corpos foram jogados de maneira proposital no manguezal. A investigação torna-se mais difícil porque os corpos foram removidos por moradores, o que modifica a cena do crime e prejudica a perícia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar