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“O compromisso do governo é vacinar todas as gestantes”, diz Queiroga

Segundo Francinato, no país, 11 eventos graves relacionados com a vacinação de grávidas

Por Geovanna Bispo 11/05/2021 6h58
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o “Compromisso do governo é vacinar todas as gestantes brasileiras”. A declaração veio após a suspensão do uso do imunizante AstraZeneca/Oxford para grávidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A suspensão, como a própria Saúde informou, teria acontecido após morte de gestante de 35 anos no Rio de Janeiro. O  secretário de Atenção Primária à Saúde, Rafael Câmara, explicou que, nessa segunda onda, a gravidade e o número de gestantes infectadas aumentaram.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Franciele Francinato, afirmou que o caso ocorrido no Rio de Janeiro estaria relacionado a um caso de trombose e que o ministério está estudando o ocorrido. Segundo Francinato, no país, 11 eventos graves relacionados com a vacinação de grávidas. Ainda assim, a coordenadora reforça a importância da vacinação da população geral.

Até o mês passado, 979 gestantes ou mulheres que acabaram de dar à luz morreram e foram diagnosticadas com covid-19. A Saúde, inclusive, recomendou que as brasileiras adiassem a gravidez por causa do agravamento da pandemia. Especialistas apontam que grande parte desses óbitos foram em decorrência de falhas na assistência.

O que fazer e o que muda

Neste momento, gestantes e puérperas sem comorbidades estão temporariamente suspensas no programa de imunização, enquanto as com comorbidades continuam autorizadas a receber os imunizantes da Coronavac e Pfizer.

Futuras orientações sobre mulheres que já tomaram a primeira dose espera-se que nota técnica contendo estudos mais aprofundados sobre o assunto seja lançado o mais rápido possível.

Anvisa

A orientação é para que seja seguida a bula atual do imunizante, na qual não consta o uso em gestantes. De acordo com a nota, a decisão é fundamentada no “monitoramento constante de eventos adversos possivelmente causados pelas vacinas em uso no País.”

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Anteriormente, o uso da vacina era de “off label”, ou seja, situações que não estão previstas na bula, ficando restrito a casos em que haja recomendação médica.






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