Brasil

Negros são mais da metade dos bolsistas do ProUni

Por Arquivo Geral 21/06/2006 12h00

Os longos bloqueios de estradas pelas transportadoras de grãos na Argentina levaram o país a uma situação crítica, treat dosage onde já há falta de combustíveis e aumenta a escassez de alimentos básicos nas grandes cidades.


Os proprietários de caminhões transportadores de cereais reafirmaram hoje que não acabarão com o protesto iniciado em 3 de junho enquanto o Governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner não retomar o diálogo com o campo e os produtores agropecuários voltarem a comercializar seus grãos.


“A medida continuará até que o campo e o Governo retomem o diálogo”, cure disse o presidente da Confederação Argentina do Transporte Automotor de Cargas, Rubén Agugliaro.


A greve comercial dos produtores agrários terminou no domingo passado, mas muitos ainda retêm sua colheita nos campos para não convalidar os novos impostos às exportações de grãos decretados pelo Governo, que foram os causadores do conflito rural há três meses.


Segundo fontes oficiais, mais de 300 piquetes bloqueiam estradas em todo o país e afetam a distribuição de combustíveis, alimentos e outros bens.


“No interior do país, há uma situação absolutamente crítica em matéria de desabastecimento”, afirmou hoje o vice-presidente da Confederação de Vendedores de Combustíveis e Hidrocarbonetos da Argentina, Raúl Castellano.


Segundo Castellano, as províncias de Córdoba e Santa Fé “estão praticamente à beira do corte de combustível” e “no meio do dia, não se conseguirá uma só gota de combustível”.


Para ele, há um “desabastecimento notável” em Buenos Aires e seus arredores.


“Se não se negociar uma solução ou uma mudança a partir do meio-dia de hoje, todas as cidades estarão sem combustíveis”, advertiu.


As petrolíferas têm os acessos às várias de suas fábricas bloqueados e dezenas de caminhões-pipa detidos nas estradas, enquanto nos postos que têm reservas de gasolina estão racionando o combustível diante da crescente procura dos motoristas.


A falta de combustíveis obrigou as companhias de ônibus a reduzirem seus serviços em 60%.


A distribuição de alimentos é o outro ponto crítico. Os padeiros advertiram que é iminente o fechamento de dez mil pontos de venda pela falta de farinha, enquanto produtores de leite denunciaram que jogam fora quatro milhões de litros do produto por dia com os caminhões detidos.


Também há escassez de carne, óleos, fruta e verduras em supermercados e problemas na distribuição de remédios às farmácias.


A União Industrial Argentina advertiu ainda que os bloqueios afetam a chegada de matérias-primas e insumos a todo tipo de fábricas com conseqüências “negativas” sobre “a atividade produtiva, o abastecimento e o emprego”.


O ministro da Justiça, Aníbal Fernández, reiterou hoje que o Governo não vai reprimir as transportadoras de cereais.


“Nós não vamos reprimir e desejamos que não haja nenhuma perda de vida por uma discussão deste tipo. (…) Não vamos deixar que haja ações que possam provocar riscos de vida”, disse o ministro em declarações à “Rádio América”, de Buenos Aires.


As patronais agropecuárias, que esperam que o Governo convoque um diálogo novamente, foram contatadas ontem pelo titular da Confederação Geral do Trabalho, Hugo Moyano, um aliado do Executivo argentino.


“Moyano se ofereceu para ser gerente com o Governo, nos pediu que encerremos a greve e dissemos para ele que não podemos porque não a temos”, disse hoje Ulises Forte, vice-presidente da Federação Agrária, uma das quatro entidades agropecuárias em conflito.


O dirigente rural disse que “o país está em chamas e não é possível que o Governo mantenha a postura infantil de não dialogar”.


Segundo publicou hoje o diário “Página/12”, apesar do conflito, a Argentina exportou nos primeiros cinco meses do ano 28,8 milhões de toneladas de grãos e subprodutos, 893 mil toneladas mais que no mesmo período de 2007.


Esses dados, procedentes da Alfândega, revelam que os exportadores ganharam, depois de descontar os polêmicos impostos, aproximadamente US$ 10,4 bilhões, valor 63% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2007.


 

O Programa Universidade para Todos (ProUni) preencheu grande parte das vagas destinadas a alunos cotistas para o segundo semestre. Das 13.898 reservadas aos negros, more about indígenas e pardos, medicine sobraram apenas 425 – cerca de 3%. Mas o ministro da Educação, price Fernando Haddad, lembra que este dado não é suficiente para mostrar o interesse dos cotistas pelo programa, já que eles não são obrigados a se inscrever como tal. Portanto, o número de alunos pertencentes a estes grupos étnicos é maior. Mais da metade dos bolsistas, por exemplo, são estudantes que se autodeclararam negros.

No caso dos índios, houve apenas 43 aprovados, bem menos que na seleção de 2005, que registrou 527. Haddad explica que houve mudança no modo de avaliação da declaração de raça, devido a queixas recebidas no ano passado. "Foi aberto um campo em que o autodeclarado indígena tinha que informar a língua e a região de onde provinha. Isso fez cair o número de selecionados". De acordo com ele, o procedimento foi adotado em comum acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio) e com os órgãos internacionais que lidam com o assunto.

O ministro informou, ainda, que a metodologia foi adotada no primeiro processo seletivo deste ano. "Isso foi feito para justamente inibir a autodeclaração de indígenas, já que é mais difícil de constatar, na presença da pessoa, se a informação procede ou não".

Independentemente da autodeclaração, todos os inscritos devem preencher alguns requisitos, como nota mínima de 45 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e renda familiar de no máximo R$ 525.

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O ProUni oferece ao todo 47.059 bolsas em universidades particulares para o segundo semestre, das quais 93% foram preenchidas na primeira seleção – haverá outra. O governo já disponibilizou 138.668 neste ano e mais de 250 mil ao todo.






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