Brasil

MPT mostra dados sobre trabalho análogo à escravidão

Órgão prepara coletiva nesta quinta (28), Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo, para falar sobre a Operação Resgate

O Ministério Público do Trabalho (MPT) fará nesta quinta-feira (28) uma entrevista coletiva para divulgar os resultados da Operação Resgate. A operação é ação conjunta realizada em todo o Brasil para combater o trabalho análogo à escravidão.

Aproximadamente 300 policiais federais, 100 auditores fiscais do trabalho, 29 procuradores do trabalho, 78 agentes de segurança institucional, 12 defensores públicos federais e membros do MPF participam da Operação Resgate. A ação também tem por objetivo verificar se regras de proteção ao trabalho são cumpridas, bem como colher provas para responsabilizar criminalmente

A mostra dos dados ocorre no Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo. O dia 28 de janeiro ficou conhecido como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo porque, neste dia, em 2004, uma chacina chocou o país. Auditores fiscais do Ministério do Trabalho que investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas de Unaí-MG foram mortos a mando de um fazendeiro.

Embora o crime esteja completando 17 anos, o trabalho análogo à escravidão não acabou. Nos últimos cinco anos (2016-2020), o MPT  recebeu mais de 6 mil denúncias de trabalho análogo à escravidão.

As denúncias também estão relacionadas a aliciamento e tráfico de trabalhadores. Só no ano passado, mais de 900 trabalhadores foram resgatados de situações análogas ao trabalho escravo, relembra o vice-coordenador nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), do MPT, Italvar Medina.

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