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Monique diz suspeitar que foi dopada no caso Henry Borel

No nono dia do júri, ela afirmou que hoje acredita que Jairinho pode ter sido o responsável pela morte do filho e relatou episódios de ciúme e supostas agressões.

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 14h54

monique medeiros caso henry1

Monique Medeiros. Foto: Divulgação/TJ/ Brunno Dantas

A professora Monique Medeiros afirmou nesta terça-feira (2), no nono dia do júri do caso Henry Borel, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que suspeita ter sido dopada na madrugada em que o menino morreu, em março de 2021. Ré no processo, ela disse ainda que hoje acredita que o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, possa ter sido o responsável pela morte do filho.

Monique e Jairinho são acusados pela morte da criança. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), ele torturava o enteado, e a mãe foi omissa na proteção do filho. No depoimento, ela afirmou que, no começo do relacionamento, acreditava que o padrasto não seria capaz de agredir Henry.

A ré relatou que a relação de Jairinho com ela e com o menino era boa, mas disse que ele era ciumento. Segundo Monique, cerca de um mês após o início do namoro, ela sofreu uma tentativa de enforcamento em uma crise de ciúme mais grave. Ela também contou que, no fim de janeiro, Henry disse ao pai, Leniel Borel, que havia recebido “um abraço forte do tio”, o que levou o pai a conversar com o padrasto e pedir que não repetisse o gesto.

Monique disse ainda que, em outra ocasião, Henry contou que Jairinho havia dado uma “banda” e uma “moca” nele. Ao cobrar explicações, afirmou que o então vereador negou agressão e disse que se tratava de uma brincadeira. Ela relatou também que o padrasto fez comentários ofensivos sobre a forma como ela cuidava do menino.

Durante o depoimento, Monique chorou em diversos momentos e contestou a versão da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, que havia relatado ter avisado sobre uma agressão no dia 2 de fevereiro. A mãe de Henry negou ter recebido esse aviso e disse que, se soubesse, nunca teria deixado os dois sozinhos.

Ela também detalhou a troca de mensagens de 12 de fevereiro com a babá sobre suspeitas de novas agressões. Monique disse que ficou apavorada ao saber que Jairinho havia chegado em casa antes do horário e afirmou que tentou evitar que ele ficasse sozinho com Henry. Segundo ela, depois recebeu informações de que o menino estava com o padrasto no quarto, e pediu que a babá interrompesse os dois e levasse a criança para outro lugar. Em mensagens posteriores, teria sido informada de que o garoto reclamava de dor no joelho e na cabeça. Monique disse ter recebido um vídeo do filho, mas afirmou que não percebeu que ele mancava. Mais tarde, contou, a babá relatou que o menino disse ter levado uma “banda” e um chute e que foi orientado a não contar à mãe.

Segundo o depoimento, o próprio Henry participou de uma videochamada com Monique e disse que “o tio tinha brigado com ele” e que ele atrapalhava o relacionamento do casal. A mãe afirmou que, antes de sair do shopping onde estava, comprou câmeras de vigilância com a intenção de instalá-las no apartamento. No dia seguinte, relatou, ela e o padrasto levaram o menino a um hospital, onde foi feito um raio-x e não foi constatado problema no joelho.

Monique também negou ter ordenado que a babá apagasse mensagens do celular entre as duas. Disse que a ordem teria partido da família de Jairinho e mencionou que parentes da babá trabalhavam para a família dele. Em outro trecho do depoimento, afirmou que não mandou apagar as conversas porque tinha prints no próprio telefone.

Sobre a madrugada de 8 de março de 2021, dia da morte de Henry, Monique contou que o menino dormia no quarto do casal e que ela e Jairinho foram para outro cômodo. Ela suspeita que o então namorado tenha lhe dado remédio para dormir, algo que, segundo disse, já teria acontecido em outras ocasiões. Monique relatou que foi acordada por Jairinho por volta das 3h40, quando ele teria dito ter ouvido um barulho, encontrado o menino no chão e o recolocado na cama. No hospital, afirmou, o casal repetiu a versão de que o menino teria caído da cama, mas ela disse à juíza que não havia ouvido nada.

A mãe de Henry afirmou que o menino chegou ao hospital sem marcas aparentes e que, por isso, pensou inicialmente em uma queda da cama. Ela também disse que, na época, não havia conhecimento público de outras denúncias de agressão de crianças por parte de Jairinho. No depoimento, mencionou ainda que, poucos dias antes da prisão dela e de Jairinho, em 7 de abril de 2021, confrontou o ex-companheiro e o acusou de ter matado o filho. Questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro se Jairinho era responsável pela morte de Henry Borel, respondeu: “acho que pode ter sido”.

A mãe de Henry afirmou que o menino chegou ao hospital sem marcas aparentes e que, por isso, pensou inicialmente em uma queda da cama. Ela também disse que, na época, não havia conhecimento público de outras denúncias de agressão de crianças por parte de Jairinho. No depoimento, mencionou ainda que, poucos dias antes da prisão dela e de Jairinho, em 7 de abril de 2021, confrontou o ex-companheiro e o acusou de ter matado o filho. Questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro se Jairinho era responsável pela morte de Henry Borel, respondeu: “acho que pode ter sido”.

*Com informações da Agência Brasil



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