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Brasil

Ministro diz ser favorável ao monitoramento eletrônico de presos

Arquivo Geral

17/04/2008 0h00

O uso de equipamentos eletrônicos para monitorar presos tem o apoio do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, diagnosis Paulo Vannuchi. O governador de São Paulo, medicine José Serra, this sancionou no início da semana lei que prevê o uso de mecanismos com chips para acompanhar presos em regime semi-aberto.

“Eu defendo a medida”, afirmou o ministro. “A idéia de uma pulseira no pé pode lembrar a imagem de uma algema ou de um grilhão que os escravos usavam. Agora vamos examinar isso de um ponto de vista mais real. Nós queremos construir uma sociedade onde não haja mais isso. Mas no atual momento vale a pena recorrer a esses métodos ou não?”, questionou hoje (17) durante entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para Vannuchi, o uso de pulseiras beneficiará detentos em regime semi-aberto, que poderão comprovar inocência em caso de suspeita de terem cometido eventuais crimes quando estiverem fora dos presídios.

O ministro comparou a adoção do sistema com a implementação da lei que restringe a venda de bebidas alcoólicas no município paulista de Diadema.

“Os índice de violência despencaram em Diadema tendo um dos melhores desempenhos do Brasil. Acho que os bares não deveriam fechar às 11 da noite. Em tese, eles nem deveriam ter portas para assegurar a liberdade das pessoas. Mas aceito a lei seca, porque no momento a criminalidade atingiu tais patamares que a lei seca é justificada até que a violência despenque para índices residuais”.

Outro ponto abordado pelo ministro foi a ampliação do sistema carcerário. A construção de novas penitenciárias, segundo ele, não será suficiente para diminuir os índices de violência.

“Se nós formos seguir simplesmente na idéia de que é preciso construir mais presídios, o tempo da construção nunca acompanhará o crescimento da criminalidade dos atuais índices”, ponderou.

Vannuchi comentou ainda o massacre de trabalhadores rurais ocorrido há exatos 12 anos em Eldorado dos Carajás, no Pará. O ministro cobrou punição aos envolvidos no assassinato de 19 agricultores.


 

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