O médico Roger Abdelmassih, hospital considerado um dos maiores especialistas em reprodução assistida do Brasil, está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por denúncias de atentado violento ao pudor feitas por ex-pacientes e por uma ex-funcionária.
Oito pacientes já foram ouvidas e outras 14 entraram em contato com os promotores se identificando como vítimas do médico. As investigações começaram no início do ano passado, mas só agora foram divulgadas.
O Ministério Público espera a conclusão do inquérito policial para denunciar o médico à Justiça. O promotor do caso afirmou que todas as testemunhas, que nunca se viram, têm o mesmo perfil de ataque sexual e que os depoimentos são extremamente graves.
De acordo com a Promotoria, os relatos das pacientes são muito parecidos quanto à forma de abordagem no consultório. “Nós temos relatos de manipulação peniana, beijo a força de língua com língua, imobilização física, todo tipo de contato. Cada mulher tem uma narrativa”, conta. Os ataques aconteciam quando a paciente estava sob efeitos de sedativos.
Ao ser chamado para ser ouvido pelo Ministério Público em agosto passado, o médico pediu adiantamento justificando motivo de doença dele e da esposa. Cerca de 15 dias depois foi chamado novamente e mais uma vez não se apresentou, segundo a promotoria.