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Brasil

Massa: <I>Seria legal se uma empresa brasileira comprasse a Honda</I>

Arquivo Geral

12/12/2008 0h00

O Brasil nunca foi um grande fabricante automobilístico. O auge da produção nacional aconteceu entre as décadas de 1970 e 80, com a Gurgel – que veio à falência em 1989. Mais de 20 anos depois, seria possível uma montadora nacional bancar uma vaga na Fórmula 1, após a saída da japonesa multimilionária Honda? Para o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, sim.

“Espero que alguém possa comprar os direitos da Honda e ser competitivo no ano que vem, sob outro nome”, iniciou Massa. “Talvez uma companhia brasileira pudesse comprar a escuderia. Seria bem interessante se isso acontecesse”, sugeriu o representante nacional, vice-campeão da temporada 2008 da F-1.


“É horrível quando uma equipe deixa a F-1, sobretudo uma tão importante como a Honda. É mais legal quando há muitas fabricantes no grid, pois vitórias sobre Toyota, Honda e BMW, por exemplo, são mais importantes. Mas não acho que haverá novas saídas de escuderias, pelo menos não para a próxima temporada”, emendou Massa.


O Brasil já teve uma equipe brasileira: a Fittipaldi, que competiu no circo da principal categoria automobilística entre os anos de 1975 e 1982. Gerida pelo bicampeão Emerson Fittipaldi e seu irmão mais velho Wilson, a montadora foi representada por pilotos os brasileiros Ingo Hoffmann e o próprio Emerson e pelo finlandês Keke Rosberg.


Durante seus oito anos na ativa, a Fittipaldi teve quatro momentos, de acordo com seus patrocinadores. A mais famosa durou de 1975 a 77, quando teve a parceira Copersucar. Em 78 e 79 não houve sócio, assim como nos anos 81 e 82. Em 1980, a Skol deu apoio financeiro ao time.


A montadora verde-amarela na F-1 nunca conseguiu títulos mundiais. O melhor desempenho em uma temporada aconteceu em 1978, com o sétimo lugar no Mundial de Construtores. No mesmo ano, a Fittipaldi conquistou seu primeiro pódio, com o segundo lugar de Emerson no Grande Prêmio do Brasil.


A escuderia nacional ainda conquistaria mais dois pódios antes de se retirar da F-1: em 1980, Rosberg ficou com o terceiro lugar no GP da Argentina. Na mesma temporada, Fittipaldi foi o terceiro colocado nos Estados Unidos.



 

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