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Brasil

Mais quatro PMs são presos por ligação com traficantes no Rio de Janeiro

Arquivo Geral

18/09/2007 0h00

O interrogatório dos policiais militares acusados de favorecer traficantes em Duque de Caxias, there na Baixada Fluminense, teve que ser adiado para esta quarta-feira, a partir das 13 horas, porque segundo o delegado André Drumond, a PM alegou não ter recebido documento formal para a liberação dos dez primeiros depoentes.

Drumond criticou o excesso de burocracia, que impediu o interrogatório marcado para a tarde de hoje, quando mais quatro policiais se apresentaram e foram presos, totalizando agora 56 detidos. Ele informou que ainda faltam dois policiais e um ex-policial, que seria agente penitenciário, para que sejam cumpridos todos os mandados de prisão contra militares, além de dois traficantes, que continuam foragidos.

A operação que desmontou um esquema de corrupção envolvendo policiais militares e traficantes foi deflagrada ontem, com a prisão de 52 policiais e cinco traficantes flagrados em escutas telefônicas quando combinavam o recebimento de propinas em valores que iam de R$ 2 mil a R$ 3,9 mil.

Em dois casos, de acordo com o delegado, eles soltaram traficantes que haviam sido presos, por valores que chegavam a R$ 8 mil. Os policiais pertencem ao 15º Batalhão e correspondem a quase 10% do efetivo da unidade.

Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, desde 2004 foram expulsos 637 homens da corporação por faltas disciplinares graves – 161 só neste ano. E o número de procedimentos apuratórios – incluindo averiguações, inquéritos policiais militares (IPMs) e sindicâncias – chegou a 39.043, o que representa uma expulsão a cada 61 casos de transgressão disciplinar.

Em nota publicada hoje no site do governo do estado, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirma que os policiais militares presos serão expulsos da corporação. E que nos próximos dias será pedida a prisão preventiva, para que eles permaneçam por no mínimo 30 dias à disposição da Justiça.

Atualizada às 21h49.

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