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Brasil

Lula quer que dinheiro do Pré-sal financie ciência

Arquivo Geral

17/07/2009 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que parte da receita obtida com o Pré-Sal será destinada à ciência e ao desenvolvimento tecnológico. Lula não fixou valores, information pills mas disse que sua intenção é usar a riqueza do subsolo brasileiro para promover o desenvolvimento do país.


“Vamos criar um fundo e ele tem três destinos fundamentais, this site um deles é a educação, story temos que recuperar o atraso educacional a que esse país foi submetido desde que foi descoberto. Outra função será combater a pobreza e também investir em ciência e tecnologia”, disse o presidente. As palavras foram dirigidas a 3 mil estudantes que estavam no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no início da tarde de 16 de julho, em um evento que faz parte da programação do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).  


O motivo do encontro era discutir o Programa Universidade para Todos (Prouni). Em 2005, primeiro ano do projeto, cerca de 113 mil bolsas de estudos foram ofertadas e, neste ano, o governo calcula que outras 127 mil. Em quatro anos do programa, 530 mil alunos foram beneficiados.


O Prouni tem a finalidade de conceder bolsas para cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. Os beneficiados são estudantes do ensino médio com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos.


O presidente estava acompanhado de 11 ministros, o que deu à cerimônia um incontestável ar político. Dilma Roussef, chefe da Casa Civil, foi saudada com gritos de “Dilma Presidente! Dilma Presidente!”. Lula ouviu os jovens o chamarem de “guerreiro do povo”. O reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Junior, estava entre os que compuseram a mesa das autoridades.


De acordo com a presidente da União Nacional dos Estudantes, Lucia Stumpf, atualmente o Brasil possui apenas 12% dos jovens nas universidades brasileiras. “Muitos estudantes não tem acesso à universidade pública, nem condições financeiras para ingressar nas instituições privadas. A grande maioria não estaria hoje no ensino superior se não existisse o Prouni”, explica.


O estudante de Ciência Política da ULBRA do Rio Grande do Sul, Guilherme Ortiz, 22 anos, é um dos bolsistas do Prouni. Segundo ele, seus pais não tiveram a mesma oportunidade de ingressar no ensino superior. “Minha mãe é manicure com ensino fundamental e meu pai chapeleiro com ensino médio. Sou de uma família simples. Antes da faculdade não sabia o que faria da vida, hoje tenho uma carreira. Sou da primeira turma do programa e me formo este ano”, comemora.


No caso do estudante de Direito da Uninove de São Paulo, Leonam Liziero, 22 anos, parte do dinheiro que ele pagaria a faculdade, agora pode ser investido na própria educação. “Vim da escola pública e era desprovido de recursos financeiros. Com a gratuidade da mensalidade posso investir um pouco em livros e outros. Tenho vontade de continuar minha vida acadêmica e ser diplomata”, afirma.


O ministro interino da Educação, José Henrique Paim, disse que com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), a gestão Lula já criou 12 universidades federais. Outras quatro dependem de aprovação no Congresso Nacional. Uma delas é a da América Latina que terá estudantes e docentes de diversos países. Outra é uma universidade específica para afrodescendentes que será lançada em Redenção no Ceará.


O presidente Lula ressaltou a importância do Programa Universidade Para Todos. “A primeira geração do Prouni se forma este ano. Podemos a partir disso, fazer uma aferição e começar o ano que vem melhor”, disse. Lula também garantiu que com a exploração do Pré-Sal, o governo pretende recuperar o atraso na educação, continuar combatendo a pobreza e investir na ciência e tecnologia. Depois do encontro, os estudantes fizeram uma passeata em defesa da Petrobrás.

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