Menu
Brasil

Lula conversa sobre programa nuclear do Irã com presidente da China e primeiro-ministro da Índia

Arquivo Geral

15/04/2010 17h09

O programa nuclear do Irã foi um dos temas discutidos nesta quinta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Hu Jintao. Lula discutiu o assunto também com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Os dois se reuniram separadamente com Lula.

 

Segundo relato do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acompanhou os encontros, o presidente Lula expôs a posição brasileira pela busca de uma solução pacífica e negociada para a questão nuclear iraniana.

 

Nas conversas, o presidente brasileiro também questionou a eficácia das sanções ao Irã, propostas pelo governo dos Estados Unidos. Para ele, em alguns casos, tais medidas podem ser até mesmo contraproducentes. “Isso foi falado com mais profundidade com o primeiro-ministro indiano. As sanções, normalmente, as pessoas mais fracas e mais vulneráveis, e não os dirigentes”, afirmou Amorim, em entrevista à imprensa.

 

De acordo com Amorim, a impressão brasileira é que tanto o presidente da China, Hu Jintao, quanto o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, compartilham a posição brasileira em relação ao Irã. “Nesses encontros, o presidente Lula deu uma explicação, para efeitos de transparência, sobre o que temos feito no caso do Irã. Nos comentários, percebemos uma grande afinidade de pontos de vista, tanto com um quanto com outro”, acrescentou o o ministro.

 

Na entrevista, Amorim ressaltou que a conversa entre Lula e os presidentes se restringiu a uma troca de ideias, sem questionamentos sobre as posições de cada um. O chanceler reafirmou a intenção do Brasil em busca de uma solução negociada e pacífica para a questão nuclear no Irã, o que, segundo ele, “exige flexibilidade também do lado do governo iraniano”.

 

“Lula reiterou a importância da flexibilidade do governo do Irã nesse tema, porque desejamos que o Irã tenha direito a seu programa nuclear para fins pacíficos, mas é importante também que a comunidade internacional se sinta confortável de que esse programa nuclear não está sendo usado para fins militares”, explicou Celso Amorim.

 

Os líderes estão em Brasília para participar do encontro do Bric, grupo formado pelo Brasil e pela Rússia, China e Índia.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado