Logo nos primeiros quilômetros, o alargador de direção do carro dos dois se quebrou, e foi logo consertado por Klever e Bampi. Mais tarde, um pneu furado fez com que a dupla perdesse mais algum tempo precioso no meio do Marrocos. Pneu trocado, os brasileiros não esperavam pelo pior, que viria a seguir.
Com cerca de 200 km percorridos no trecho, foi a vez da manga do eixo do Pajero ir para o espaço. Aí sim, piloto e navegador foram obrigados a recorrer ao caminhão T4 de apoio da equipe Tibau, que levou quase três horas para chegar e efetuar o conserto. Mesmo assim, Klever Kolberg e Eduardo Bampi conseguiram chegar ao acampamento de Er Rachidia a tempo de não levar nenhuma penalização por conta do estouro de tempo.
Os dois terminaram a etapa na 169ª posição em 7h09min04s, com mais de quatro horas de atraso em relação à dupla Giniel de Villiers e Dirk von Zitzewitz, vencedores do trecho com 2h46min12s. Mesmo despencando da 21ª para a 122ª colocação na classificação geral entre os carros, Klever mantém o otimismo na prova.
“O ruim é que agora vamos largar muito pra trás, e teremos que ultrapassar muitos carros, comer muita poeira”, explica o piloto. “E como nessa região do Marrocos as pistas são estreitas e tem muita pedra fora do caminho, essas ultrapassagens serão penosas. Mas estamos na briga”, completa.
A liderança entre os carros segue com os espanhóis Carlos Sainz e Michel Perin, que têm 1min02s de vantagem sobre De Villiers e Von Zitzewitz. Terceiro colocado na primeira etapa africana de 2007, o francês Stephane Peterhansel é quarto colocado.
Entre os brasileiros, quem teve o melhor dia foi Paulo Nobre. Ao lado do navegador português Filipe Palmeiro, Palmeirinha levou seu BMW ao 15º melhor tempo, saltando originalmente para a 89ª colocação. Porém, uma punição em seu tempo empurrou a dupla para a 126ª colocação.