Menu
Brasil

Justiça rejeita liminar e mantém prisão de suspeitos da morte de jovem em salto da ponte em Limeira (SP)

Defesa alega homicídio culposo, mas Polícia Civil aponta que suspeitos assumiram risco ao permitir salto sem proteção

Redação Jornal de Brasília

19/06/2026 16h18

ponte do esqueleto morte jovem sem corda

Ponte do Esqueleto, onde a jovem de 21 anos morreu, localizada em Limeira, São Paulo. Foto: Reprodução/ Google Street View

ANDRÉ FLEURY MORAES
FOLHAPRESS


O Tribunal de Justiça de São Paulo negou na noite desta quinta-feira (18) um pedido liminar (provisório) para soltar duas das três pessoas presas sob suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, arremessada de uma ponte em Limeira (SP) sem cordas de segurança durante a prática de salto de rope jump.

Cabe recurso. A defesa dos envolvidos, representada pelo advogado Rafael Gomes dos Santos, ainda avalia se vai recorrer da decisão ou aguardar o julgamento final do caso. Para ele, o caso se trata de um homicídio culposo, sem intenção. A Polícia Civil sustenta que o crime foi doloso porque os suspeitos assumiram o risco de matar a jovem.

A decisão que negou a soltura veio no âmbito de um habeas corpus que pedia a liberdade de Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff. O pedido poderia também beneficiar o terceiro dos envolvidos no caso, Vitor de Freitas Gonçalves.

Relator do pedido, o desembargador Mazina Martins disse na decisão que “em casos tais é sim necessário primeiramente ouvir as informações que possam ser prestadas pelo Juízo de origem a respeito dos diversos temas invocados” para somente depois o tribunal decidir.

Segundo o magistrado, não há uma ilegalidade evidente na decisão de primeiro grau que decretou a prisão dos suspeitos.

Maicon, Felipe e Vitor estão presos desde o último sábado (13). Eles foram detidos pouco após o incidente com Maria Eduarda, que havia viajado de Jandira (SP) até Limeira somente para praticar o salto.

Décima sétima a saltar naquele dia, ela foi arremessada do quinto pilar da ponte do Esqueleto sem estar presa às cordas de segurança. Caiu em queda livre, sofreu múltiplas fraturas e morreu no local.

A ponte foi construída décadas atrás para a RFFSA (Rede Ferroviária Federal) mas acabou abandonada após o fim do projeto ferroviário.

A Folha de S.Paulo compareceu a Limeira na segunda-feira e mostrou que a estrutura era um local de fácil acesso e nenhuma segurança. Na quarta (17), a Prefeitura de Limeira deu início a obras para impedir o acesso à ponte. Segundo a administração, a intervenção inclui o fechamento de acessos irregulares e complementa ações emergenciais que já haviam sido executadas na área anteriormente.

“A atuação ocorre após o Governo Federal reconhecer sua responsabilidade pela área e solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas”, afirmou a gestão municipal.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado