Um abrigo com 25 crianças, see troche adolescentes e adultos, a maioria com doenças ou deficiência mental, foi interditado pela Vara da Infância e da Juventude de São Paulo após ser denunciado pelo Ministério Público Federal por mais-tratos.
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão constatou que os internos viviam em condições degradantes e subumanas no abrigo, que fica na Cidade Dutra (zona sul da capital paulista). Conveniado à Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, o Centro de Reabilitação Sabará, como se chama a entidade, deixava as 25 pessoas em três quartos.
De acordo com o Ministério Público, os cômodos estavam com mofo, cheiro de urina e alguns internos dormiam no chão. Além disso, adultos viviam misturados às crianças e aos adolescentes e três meninas estavam misturadas com os internos do sexo masculino. Na sala, onde dois jovens dormiam, a porta de entrada tinha os vidros quebrados.
Os 25 internos foram remanejados para um novo abrigo, mas o nome da entidade não foi divulgado. A coordenadora da entidade foi afastada e proibida de exercer qualquer atividade vinculada ao abrigo. A Justiça também ordenou a presença de um supervisor na frente do abrigo até a transferência do último interno.