O armador Leandrinho Barbosa e o ala/pivô Anderson Varejão podem ser jovens na idade, mas já têm muitas lições a ensinar nas quadras. E foi um pouco dessa experiência que a maranhense Tércya Aragão, de 19 anos, recebeu após assistir ao jogo da seleção brasileira masculina de basquete na noite de terça-feira, em Brasília (DF). Tércya, que está na capital federal defendendo a equipe da Universidade Federal do Maranhão nas Olimpíadas Universitárias (JUBs), conversou com a dupla sobre sua transferência paa os Estados Unidos.
A ala/armadora acertou sua transferência para a Labette Community College, em Parsons, Kansas, e ouviu muitos conselhos dos jogadores que atuam na NBA. "Quando chegar lá, você tem de ser forte, ser você mesma. As dificuldades são muitas e vão aparecer. Não adianta se enganar. No princípio, é muito difícil, principalmente por causa da distância dos familiares", alertou Leandrinho, que joga no Phoenix Suns. "Muita vezes, tive medo e vontade de desistir. Mas é preciso lutar e ser forte para seguir em frente", confessou.
Anderson, que atua no Cleveland Cavaliers, comparou suas histórias. "Ela está saindo de São Luiz, no Maranhão, com 19 anos; eu saí de Vitória, no Espírito Santo, com 21. É duro mesmo. Por outro lado, é muito interessante, a gente se transforma completamente em pouco tempo. Vale a pena. Espero que dê tudo certo para ela". As Olimpíadas Universitárias reúnem cerca de 2700 atletas de 18 a 28 anos e acontecem anualmente em etapas estaduais e nacionais.