O treino ministrado pelo técnico Antônio Carlos Barbosa na manhã desta terça-feira não contou com a presença da mais experiente jogadora da seleção que disputa o Mundial feminino de basquete. A ala Janeth sofreu uma entorse leve no tornozelo direito no confronto contra o Canadá nesta segunda, mas passou por tratamento e deve garantir presença contra a República Tcheca, em confronto que vale vaga nas semifinais.
“Hoje eu sinto mais dor do lado da frente que do lado de fora. Mas quem pode falar mais tecnicamente é o doutor”, disse Janeth nesta terça-feira. “Quando eu acordei, o pé estava inchado. Mas já fizemos piscina e tomamos antiinflamatórios e está melhor. Mas quando eu acordei, os dedos estavam parecendo bolinhas”, completou ela, com o pé direito enfaixado.
O técnico Barbosa confia na volta de sua jogadora, mas disse que prefere esperar a possibilidade para analisar se Micaela entra na ala. “Eu prefiro esperar essa possibilidade. É difícil, mas vamos esperar”, adianta o treinador. Ele descreve Micaela como “um curinga. Substitui a Janeth, a Iziane… Depende da situação do jogo”.
As maiores interessadas em descobrir a escalação são, sem dúvida, as duas alas. Aos 27 anos, Micaela, que atua no basquete polonês, sabe da responsabilidade de substituir uma das maiores figuras da história do basquete brasileiro. Porém, ela prefere acreditar que seu potencial já foi mostrado.
“Acho que agora eu estou sentindo um pouco isso da responsabilidade. Mas quando vem a Janeth, você vê e pensa: ‘ela ainda pode fazer um monte de coisa’”, diz Micaela. “Mas se a gente está na seleção, faz nosso trabalho, faz jogos bons, temos que acreditar também”, completa ela, que jamais participou de Olimpíadas ou Mundiais.
Apesar do susto, o ambiente na seleção é bom. A maioria aposta que Janeth entra em quadra contra as tchecas. “Foi uma torção (na verdade, uma entorse) leve e ela deve estar em quadra tranqüilamente”, diz a ala/armadora Iziane. A exemplo dela, o técnico Barbosa também acredita em recuperação. “A previsão, pra mim, é que ela joga. Eu sou o técnico, tenho que ser otimista, né?”, brinca.