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Inteligência artificial garante segurança em aplicativo de reconhecimento facial

Outra novidade é o rastreamento de dados, que também consulta matrículas de certidões de óbito nos cartórios de todo o país

Foto: Reprodução

Com a capacidade de fazer biometria facial, o aplicativo LivID realiza o reconhecimento do rosto do usuário e facilita a rotina de quem precisa fazer o procedimento na previdência, incluindo atualizações cadastrais. Tudo isso de forma segura e contra fraudes. Outra novidade é o rastreamento de dados, que também consulta matrículas de certidões de óbito nos cartórios de todo o país.

O aplicativo ainda conta com recursos da inteligência artificial. Além disso, por meio de OCR, – o reconhecimento ótico de caracteres – é realizada a extração de dados completos, a partir da varredura de informações de documentos constantes em outras plataformas como Denatran, TRE e Receita Federal.

A solução da Bexpo, adquirida pela Gateware, utiliza inteligência artificial (IA) e machine learning ao gerar segurança a entidades que contratam o serviço por meio de validações de reconhecimento facial e de dados de documentos. Segundo o arquiteto de software da Gateware Adilson Cruz, os procedimentos obedecem a etapas bem definidas e chegam a 99% em acuracidade das informações.

“O LivID segue etapas para avaliação e validação de informação por meio das métricas do processo necessário para realizar a prova de vida. A extração desses dados ocorre por meio de OCR, que checa as informações do documento e compara com as bases de cadastros já realizados. A etapa de validação também prevê comparação de informações do usuário com o que já existe no cadastro da fundação”, explica, detalhando que qualquer imprecisão nos dados é notificada à fundação, principalmente na recém-lançada consulta de óbito para evitar que famílias se apropriem de benefícios previdenciários indevidamente.

A tecnologia da imagem, inclusive, é ponto central da segurança do aplicativo na hora das validações. A inteligência artificial embarcada no LivID faz uma leitura de movimentos para verificar se o enquadramento está de forma correta. “Assim, é validado se o participante não está tentando enganar o sistema por meio do padrão de cores ou se não está sendo forçado a realizar essa prova de vida contra a vontade dele. Caso ocorra imprevistos, a instituição será alertada de que existe algo errado no processo”, conta. As fotos devem seguir o padrão de rosto limpo, sem o uso de máscara, óculos e bonés, conforme orientações que o app dispõe.

O que faz o sistema tão seguro é o inovador processo de reconhecimento facial oferecido pela solução. A biometria guarda as informações e depois as compara. “Dessa biometria facial, o algoritmo realiza a matemática da face – posição dos olhos e da face etc – durante o processo de prova de vida em um ano e no decorrer do tempo. Ou seja, se confirma e se garante que essa pessoa é de fato ela mesma, mesmo que haja envelhecimento, porque as mudanças faciais são calculadas pelo algoritmo do app, estimando os ajustes faciais de forma factível e realista para que a validação seja confiável”, assegura o especialista em arquitetura da informação.

Outro ponto interessante é a leitura de registros presentes em órgãos de governo que o aplicativo amarra em todo o processo de biometria facial e com todas as faces do usuário disponíveis – do cadastro do participante ao da própria prova de vida no decorrer dos anos e assim por diante – para que se garanta o máximo de efetividade na apresentação dos dados.

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Acessibilidade em três passos

A acessibilidade é um dos principais atributos do app, visto o público de terceira idade que atende. Para realizar uma prova de vida é muito simples. Em primeiro lugar, é necessário tirar uma foto nítida e centralizada do rosto. O participante pode escolher o documento com foto para validação, sendo o RG ou a CNH. O próximo passo é fotografar o documento. Após essa etapa, o aplicativo compara a foto do rosto do usuário com a do documento. E assim é feita a prova de vida por meio do reconhecimento facial no app, que envia a informação para a instituição.

“O usuário do LivID tem mais facilidade de realizar esse processo e tentamos simplificá-lo cada vez mais para que o usuário tenha menos problemas para fazer a prova de vida. As validações de todo esse processo são apresentadas como resultado para a fundação previdenciária, enquanto outros apps não têm resultados detalhados”, compara Adilson.

A plataforma agrega valor no processo de facilitação no que as pessoas, em geral, não têm muita paciência em fazer. “A tecnologia que oferecemos direciona e auxilia nesse processo dentro da casa do aposentado, além de ajudar quem precisa analisar aquilo que foi realizado”, finaliza.

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