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Os boatos que indicavam o fim iminente do projeto da Honda na Fórmula 1 após três anos com uma equipe própria na elite do automobilismo começaram a surgir na tarde de quinta-feira (horário de Brasília). Nesse contexto, a informação de que a crise financeira mundial traria um grande prejuízo aos japoneses acabou confirmada através de uma conferência de imprensa de Fukui em Tóquio.
“A Honda deve proteger o centro de sua atividade comercial e assegurar o seu futuro, visto que as grandes incertezas na economia ao redor do planeta continuam a crescer”, argumentou o mandatário. “Uma recuperação deve demandar algum tempo e, sob tais circunstâncias, a Honda tomou rápidas e responsáveis medidas para conter essa repentina e expansiva debilitação do mercado em todas as áreas de negócios”.
Entre as ações citadas por Fukui estão, portanto, o fechamento da equipe da maior categoria do automobilismo. “Reconhecendo que precisamos otimizar a administração de nossos recursos financeiros, incluindo os investimentos para o futuro, decidimos encerrar nossa participação na Fórmula 1. Vamos entrar em contato com nossos associados a respeito do futuro, o que inclui oferecer o time à venda”.
Segundo publica o site da revista britânica Autosport nesta sexta-feira, os dois principais dirigentes da Honda Racing, Ross Brawn e Nick Fry, devem viajar a Tóquio na próxima segunda-feira para conversar com os chefes do alto-escalão japonês.
Especulações dão conta de que a Honda poderá financiar a equipe até março, o que daria a Brawn e Fry três meses para que seja encontrado um comprador em potencial. Caso contrário, o grid da Fórmula 1 ficará com apenas nove equipes – isso não acontece desde 1969. < !-- hotwords -- >