O presidente Lula pretende criar uma Secretaria Especial de Crédito de Carbono, viagra order para impulsionar os projetos no país e a manutenção das florestas. Só no ano passado, as negociações no mercado de créditos de carbono movimentaram cerca de US$ 100 bilhões em todo o mundo.
Para o coordenador do Fórum IPEA de Mudanças Climáticas e professor da UnB, José Aroudo Mota, a criação da Secretaria é muito em função do potencial brasileiro para sequestrar carbono. “O Brasil tem grandes chances de ganhar dinheiro com este negócio. Além de demonstrar para o mercado e autoridades internacionais que o país tem uma preocupação com as queimadas e o aquecimento global”, explica. Segundo ele, o presidente Lula pretende levar novidades para Conferência do clima da ONU no final do ano.
Cotas
O sistema de créditos de carbono foi implantado pelo Protocolo de Kyoto, que determina uma cota máxima de emissões para os países desenvolvidos. Quando um país ou uma empresa não consegue cumprir esta meta, eles se tornam compradores de carbono. Foi convencionado que uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono.
Em função disso, foi criado um certificado emitido por agências ambientais, onde a redução passa a ter um valor monetário para conter a poluição. O negócio é gerar créditos de carbono para comercializar com os países ou empresas que tenham metas do Protocolo de Kyoto a cumprir.
A futura Secretaria pode impulsionar os projetos gerados no país e também o acesso à informação. O papel das empresas nacionais é produzir os projetos que contabilizam os créditos de carbono e encaminhar para o Ministério de Ciência e Tecnologia, que tem prazo de 60 dias para enviar para ONU. Uma vez que a empresa consegue seu certificado na ONU, seus créditos de carbono são negociados na bolsa de Chicago ou da União Europeia