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Brasil

Feminino do Pinheiros sonha com carona em popularidade dos "galácticos"

Arquivo Geral

07/07/2009 0h00

Assim como o Minas, o Pinheiros possuirá na próxima temporada equipes disputando as versões masculina e feminina da Superliga de vôlei. E, a exemplo do clube de Belo Horizonte, entre os paulistanos o investimento concentrado nos homens é bastante superior ao dinheiro disponibilizado para as mulheres.


Mesmo assim, as jogadoras da equipe do Pinheiros/Mackenzie acreditam que podem se beneficiar do poder de mídia e torcida trazido pelos “galácticos”, forma como está sendo chamado o recém-formado grupo que conta com Giba, Gustavo, Rodrigão e Marcelinho.


“São poucas as equipes que podem contar com um time masculino e um feminino e eu espero uma boa torcida para a gente por causa disso”, admitiu a oposto Lia. Ela mesma promete engrossar o grupo de apoiadoras do Pinheiros/Sky. “Eu sou uma torcedora deles porque são atletas que já representaram muito bem o Brasil”, elogiou.


Presidente do Pinheiros, Antônio Moreno Neto não quis falar em valores para a montagem das equipes – especula-se que somente no masculino as cifras cheguem aos R$ 15 milhões. Mas reconheceu que a intenção do clube é, de fato, expandir as benesses do super time para outros setores.


“A parceria do masculino não só vai render frutos para o feminino, como para outras modalidades e para a formação de atletas. Todo mundo vai querer saber o porquê de estarem investindo tanto no Pinheiros e isso vai acender uma luz no mercado”, comentou.


Apesar de o time feminino do Pinheiros ter ficado de fora da semifinal da última Superliga, ele garante que tanto o clube quanto o parceiro Mackenzie ficaram satisfeito com os resultados. “Não houve dificuldades para renovar o patrocínio, que pensa a médio e longo prazo. Estamos até pensando em estendê-lo para outros esportes”, revelou.


Porém, a diferença entre as duas equipes do Pinheiros é evidente: enquanto os homens ganham muitíssimo bem e praticamente não enfrentam dificuldades para arrumar um time, a instabilidade dominou o clima no feminino com as saídas do Finasa e do Brasil Telecom.


“Todo ano é assim, mas este último foi pior por causa da crise”, comentou a levantadora Fabíola, que estava no extinto time catarinense. “Foi uma renovação complicada para muitas. Já ficamos ansiosas naturalmente e isso aumenta com um fim de temporada como o que tivemos. As férias acabam sendo uma tortura”, admitiu Fernanda Garay.

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