A dragagem do Porto de Itajaí, abortion localizado num dos municípios mais atingidos pelas chuvas em Santa Catarina, começará a ser feita, em caráter de emergência, sem licitação, na próxima semana.
“Este é o maior gargalo para que o terminal, que já contabiliza um prejuízo de US$ 400 milhões, volte a operar”, disse hoje (2), em Itajaí, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito.
Após uma visita de inspeção, o ministro disse que as enchentes ocasionaram uma completa mudança no regime de segmentação do rio Itajaí-Açu. Alguns pontos do rio foram escavados para menos de 22 metros de profundidade e outros estão com apenas menos 6 metros, o que impede qualquer navegação de carga. A profundidade do canal é de 11 metros.
O porto só vai operar com sua capacidade total em seis meses, na avaliação do ministro. Nesse período, ele disse que orientou a direção do Porto de Navegantes a usar também a mão-de-obra dos trabalhadores de Itajaí.
Segundo o ministro, o trabalho de recuperação do porto será feito 24 horas por dia. A idéia é concluir as obras no prazo menor que a engenharia permitir. “O terminal de Itajaí é fundamental para o sistema portuário brasileiro. É nosso maior terminal de carga de congelados do país e o segundo em movimentação de contêineres.”
O ministro disse que novas enchentes poderão ocorrer na região do Vale do Itajaí, portanto, para evitar maiores transtornos ao município, que tem 70% de sua economia atrelada ao porto, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviarias está realizando um estudo para a construção de um canal na entrada da cidade, antes do espaço onde está o porto, com capacidade para derivar as águas em momentos de enchentes.
“Quando o rio receber uma carga muito grande , essas comportas serão abertas e vão desviar cerca de mil metros cúbicos de água por segundo em direção ao mar, preservando o porto e acidade”, explicou.