Um novo deslizamento de terra em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, deixou pelo menos dois mortos e cerca de vinte pessoas soterradas, elevando a pelo menos 147 o número de pessoas mortas em decorrência das chuvas que atingem a região desde a última segunda-feira.
Cerca de 100 bombeiros, com ajuda da Polícia e de alguns vizinhos, trabalham durante a madrugada para buscar sobreviventes após o desmoronamento que atingiu entre 30 e 40 casas, segundo os cálculos.
Nas primeiras horas após o deslizamento, os corpos de resgate conseguiram salvar com vida pelo menos 23 pessoas entre os escombros.
A zona afetada é uma comunidade carente com habitações construídas nas encostas de um morro em Niterói, cidade mais castigada pelo temporal, onde já foram contabilizadas 81 vítimas fatais desde segunda-feira.
As autoridades acreditam que várias dezenas de pessoas continuam sob os escombros, mas o número é incerto, já que a Prefeitura tinha pedido à população que abandonasse as casas nas encostas dos morros, consideradas as zonas mais vulneráveis a deslizamentos.
Segundo o último balanço da Defesa Civil, além dos 147 mortos confirmados, cerca de 50 pessoas estavam desaparecidas antes deste último desmoronamento.
Em toda a área metropolitana do Rio, 14,7 mil pessoas foram retiradas de suas casas e os hospitais atenderam cerca de duas centenas de feridos.
Os temporais de segunda e terça-feira foram considerados os piores sofridos pelo Rio em 40 anos, e os meteorologistas disseram que o volume de água que caiu em doze horas é mais que o dobro do esperado para todo o mês de abril.
A chuva deu uma trégua durante a manhã da quarta-feira, permitindo que o Rio e sua região metropolitana voltassem à normalidade, mas o temporal voltou a aumentar à tarde.
A previsão para quinta-feira indica que as precipitações podem continuar, mas com intensidade mais moderada que ao começo da semana.
Em todo caso, as autoridades temem que possam acontecer novos deslizamentos, já que a terra já está úmida e pode ceder facilmente.