Aconteceu na última semana, em Brasília, o encontro dos principais gestores de tecnologia dos seis Tribunais Regionais Federais e das seções judiciárias a eles vinculadas. Chamado de Encontro Nacional de Tecnologia e Inovação (Enastic) da Justiça Federal, o objetivo foi explorar e discutir as tendências tecnológicas que influenciarão o futuro do ecossistema de Justiça.
O evento, que ocorreu na sede da Escola de Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), trouxe para debate temas importantes como aplicação da IA ao direito e os impactos da IA generativa na Justiça, alfabetização de dados, além da governança e proteção de dados na era da inteligência artificial.
Ademir Picccoli, advogado, ativista de inovação e idealizador do J.Ex, foi mediador e um dos palestrantes do evento. Durante a 7ª edição do Enastic da Justiça Federal, Piccoli deixou a mensagem de que: “A Inteligência Artificial não vai substituir pessoas. Mas as pessoas que usam a IA vão substituir as que não usam. As pessoas precisam aprender a usar as novas tecnologias”.
Com a palestra intitulada “Futuro do Trabalho na Justiça”, o idealizador do evento falou sobre o livro de mesmo nome, que foi baseado em uma pesquisa sobre o trabalho híbrido na justiça brasileira e que reúne conversas com vários tribunais, juízes, desembargadores e ministros.
Ao falar sobre integração humana e tecnologia, o palestrante mostrou como montou uma apresentação usando uma Gen-AI (Inteligência artificial generativa). Piccoli usou o livro “Futuro do Trabalho na Justiça”, imagens fornecidas pelo programa e um briefing adequado para ter o resultado desejado: uma apresentação coesa e com embasamento teórico.
O idealizador do J.Ex também compartilhou sua experiência no último South by Southwest (SXSW), maior festival de economia criativa do mundo. Trouxe valiosos insights, destacando a era de transição da qual a sociedade atual enfrenta, a necessidade de novas regras e uma mudança cultural nas organizações.
O especialista enfatizou a importância de ambientes híbridos, especialmente nos tribunais, onde a interação eficaz entre participantes online e presenciais ainda não está totalmente desenvolvida. “O futuro do trabalho é híbrido e requer adaptações significativas. O importante é perder o medo da tecnologia e testar a IA em ambientes controlados e fazendo os devidos refinamentos”, afirmou Piccoli.
Ao final da apresentação, o palestrante apresentou um computador de face de última tecnologia que teve a oportunidade de conhecer no SXSW, o intuito foi permitir que o ouvintes pudessem ter uma experiência inovadora de uma das novas ferramentas que usam IA com o objetivo de otimizar a vida do ser humano.
O Enastic é promovido pelo J.Ex, movimento que este ano comemora 10 anos impulsionando as instituições de Justiça rumo à transformação digital. São mais de 30.000 pessoas impactadas por meio dos programas de educação, eventos e conteúdos de tecnologia, inovação e gestão.