A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reagiu rapidamente à surpreendente decisão da BMW Sauber deixar a Fórmula 1 ao término da atual temporada. Na visão da entidade, trata-se de mais uma prova da importância de se promover uma redução de custos na categoria.
“Há algum tempo já está claro que o automobilismo não pode ignorar a crise econômica mundial que nos afeta”, comentou a FIA, através de um comunicado oficial. “Os construtores de carros não podem continuar investindo uma enorme quantidade de dinheiro na F-1 quando sua sobrevivência depende de demissões, fechamento de fábricas e apoio de governos”, alfinetou.
A redução de custos é o principal motivo da grande briga política que marca a Fórmula 1 este ano e por muito pouco não causou um racha. Enquanto a FIA pretendia limitar os orçamentos de 2010 em cerca de R$ 129 milhões, com restrições técnicas àqueles que não aceitassem esta condição, os times (exceção feita a Williams e Force India) bateram o pé pelo direito de gastarem o quanto quiserem.
Após meses de discussão chegou-se a um acordo no qual as equipes não terão nenhuma limitação de orçamento para 2010. Porém, dentro de dois anos, todos se comprometeram a gastar quantias semelhantes às do início dos anos 90.
“Caso este regulamento não tivesse recebido uma oposição tão forte de tantos chefes de equipe, a saída da BMW e possíveis novos anúncios no futuro poderiam ter sido evitados”, continuou a FIA. “Tomara que seja o suficiente para evitar novas saídas e garantir uma fundação sólida para a Fórmula 1”, destacou.