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Brasil

Cigarro mata 5 milhões de pessoas por ano

Arquivo Geral

27/05/2013 12h05

Nesta sexta-feira (31) será comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. A data serve de alerta para as estatísticas alarmantes do tabagismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), diariamente, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o mundo. Além disso, o Ministério da Saúde calcula que, aproximadamente, cinco milhões de pessoas morrem, por ano, em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo. Se o consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos não diminuir, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030.

 

A OMS estima que 1,2 bilhão da população mundial adulta seja fumante. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, indica que 14,8% da população são fumantes, sendo que 18% são homens e 12% mulheres. No Distrito Federal, 14% de pessoas maiores de 18 anos fazem uso de cigarro.

 

A cardiologista Marly Uellendahl, do laboratório Pasteur, considera o tabaco o principal fator de risco, evitável, para as doenças cardiovasculares. “O fumo aumenta consideravelmente a chance de se ter um infarto do miocárdio, além de provocar inúmeras outras doenças, como o câncer”, explica a médica.

 

Os fumantes passivos não estão de fora das estatísticas alarmantes do tabagismo. Segundo a Vigitel, 11,8% dos brasileiros fumam passivamente no domicílio e 12,2% no trabalho. “Eles têm contato direto com 30 substâncias cancerígenas presentes na fumaça do cigarro. Além disso, o risco de um fumante passivo desenvolver um infarto do miocárdio é 25% maior do que a população não fumante e 30% maior de ter câncer de pulmão, entre outras doenças”, destaca Marly.

 

Ela acrescenta que os programas de educação sobre os riscos do tabagismo e as medidas restritivas como a Lei Antifumo, aprovada em 2010, pode contribuir na redução do consumo de tabaco e evitar, também, os efeitos do fumo passivo.

 

Para isso, a cardiologista acredita que alguns mitos sobre o cigarro devem ser debatidos. “Na verdade, não há diferenças nos riscos à saúde entre as diferentes marcas de cigarro, nem entre os supostos cigarros com alto e baixo teor de nicotina, ou seja, não existem níveis seguros para o consumo de alcatrão, monóxido de carbono e nicotina”, esclarece.

 

Saiba mais:

 

– a fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias químicas nocivas e pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas ao pulmão;

– crianças que convivem com fumantes têm incidência maior de doenças alérgicas e respiratórias, como a asma, pneumonia, sinusite e alergia;

– fumar causa doença vascular que pode levar à amputação de dedos e pernas;

– ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados como veneno de ratos e baratas;

– fumar causa câncer de laringe, câncer de pulmão, câncer de boca, entre outros;

– em gestantes, o ato de fumar pode resultar em partos prematuros, aborto espontâneo e o nascimento de crianças com anomalias e de baixo peso;

– o uso de tabaco obstrui as artérias, dificulta a circulação do sangue, leva ao enfisema pulmonar, à perda dos dentes e causa morte por doenças do coração.

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    27/05/2013 12h00

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    A OMS estima que 1,2 bilhão da população mundial adulta seja fumante. No Brasil, a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, indica que 14,8% da população são fumantes, sendo que 18% são homens e 12% mulheres. No Distrito Federal, 14% de pessoas maiores de 18 anos fazem uso de cigarro.

     

    A cardiologista Marly Uellendahl, do laboratório Pasteur, considera o tabaco o principal fator de risco, evitável, para as doenças cardiovasculares. “O fumo aumenta consideravelmente a chance de se ter um infarto do miocárdio, além de provocar inúmeras outras doenças, como o câncer”, explica a médica.

     

    Os fumantes passivos não estão de fora das estatísticas alarmantes do tabagismo. Segundo a Vigitel, 11,8% dos brasileiros fumam passivamente no domicílio e 12,2% no trabalho. “Eles têm contato direto com 30 substâncias cancerígenas presentes na fumaça do cigarro. Além disso, o risco de um fumante passivo desenvolver um infarto do miocárdio é 25% maior do que a população não fumante e 30% maior de ter câncer de pulmão, entre outras doenças”, destaca Marly.

     

    Ela acrescenta que os programas de educação sobre os riscos do tabagismo e as medidas restritivas como a Lei Antifumo, aprovada em 2010, pode contribuir na redução do consumo de tabaco e evitar, também, os efeitos do fumo passivo.

     

    Para isso, a cardiologista acredita que alguns mitos sobre o cigarro devem ser debatidos. “Na verdade, não há diferenças nos riscos à saúde entre as diferentes marcas de cigarro, nem entre os supostos cigarros com alto e baixo teor de nicotina, ou seja, não existem níveis seguros para o consumo de alcatrão, monóxido de carbono e nicotina”, esclarece.

     

    Saiba mais:

     

    – a fumaça do cigarro possui 4.720 substâncias químicas nocivas e pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas ao pulmão;

    – crianças que convivem com fumantes têm incidência maior de doenças alérgicas e respiratórias, como a asma, pneumonia, sinusite e alergia;

    – fumar causa doença vascular que pode levar à amputação de dedos e pernas;

    – ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados como veneno de ratos e baratas;

    – fumar causa câncer de laringe, câncer de pulmão, câncer de boca, entre outros;

    – em gestantes, o ato de fumar pode resultar em partos prematuros, aborto espontâneo e o nascimento de crianças com anomalias e de baixo peso;

    – o uso de tabaco obstrui as artérias, dificulta a circulação do sangue, leva ao enfisema pulmonar, à perda dos dentes e causa morte por doenças do coração.

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