O ministro de Relações Exteriores brasileiro, nurse Celso Amorim, what is ed defendeu hoje o respeito dos interesses de todos os setores na crise que envolve o projeto constitucional do presidente da Bolívia, search Evo Morales, com a demanda de autonomias regionais.
“Os interesses de todos devem ser considerados dentro de uma visão geral de mudança, que é a do povo boliviano”, declarou Amorim após se reunir no Palácio do Governo de La Paz com Morales e outras autoridades de seu gabinete.
Morales pediu a colaboração de “países amigos” como Argentina, Colômbia e Brasil para que atuem como mediadores na crise política da Bolívia, que envolve a refundação constitucional do líder e os processos de autonomia de várias regiões lideradas pela oposição.
Antes de Amorim, visitaram a Bolívia durante esta semana o chanceler argentino, Jorge Taiana, o vice-chanceler colombiano, Camilo Reyes, e uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) liderada pelo assessor legal da entidade, Dante Caputo.
Os delegados de Argentina, Colômbia e OEA se limitaram a se reunir com as partes envolvidas para “explorar” sua possível colaboração na busca de saídas “pacíficas” para a crise boliviana.
“Eu estou vindo na mesma condição, para participar deste esforço para encontrar soluções para as disputas internas”, declarou hoje o chanceler brasileiro.
Amorim se reunirá hoje também com o ex-presidente Jorge Quiroga, atual líder da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos).
Amanhã, o chanceler brasileiro viajará para o departamento (estado) de Santa Cruz para se reunir com suas autoridades regionais, que no dia 4 de maio celebrarão um referendo sobre seu estatuto autônomo, que para o Governo Morales é ilegal.