Agora que está mais perto do que nunca de garantir vaga para estrear na Fórmula 1, Bruno Senna vê seu nome cada vez mais envolvido em comparações com o de seu tio, Ayrton. Entretanto, o novato segue negando que sinta uma pressão extra por ser parente de um tricampeão mundial.
Atual vice-campeão da GP2, Bruno Senna realizou sua estréia no volante de um Fórmula 1 nesta segunda-feira, quando terminou o dia de testes coletivos em Barcelona na 15ª posição, duas à frente de Lucas di Grassi, brasileiro que aparece como o seu principal concorrente na disputa por uma vaga de titular na Honda em 2009.
Apesar de reconhecer em entrevista ao Autosport que estranhou o carro quando saiu pela primeira vez dos boxes do circuito catalão, o jovem de 25 anos se mostrou satisfeito com o dia de trabalho.
“Fazia dois meses que eu não sentava em um monoposto, então no início foi um pouco difícil lidar com todas as funções e a força do motor. Também foi uma sensação estranha pilotar ao lado de outros carros da Fórmula 1. Mas é apenas o teste inicial de um caminho muito longo e, se eu tiver sucesso, será muito especial para mim”, comentou.
Nesse contexto, Bruno admitiu que enxerga os treinos na Espanha como sua grande chance de formar ao lado de Jenson Button a dupla de pilotos da Honda. “Espero um lugar para o ano que vem. Porém, você não pode esperar que um piloto que é totalmente novo na Fórmula 1 vá à pista e faça mágica. Portanto, em um primeiro momento o time queria que eu apenas ficasse confortável no carro. Na quarta-feira tenho a oportunidade de forçar um pouco mais e encontrar os limites”.
Favorito para ser escolhido pela escuderia japonesa na disputa brasileira com Di Grassi, o piloto que se decidiu pelas pistas somente em 2003 desde já descarta comparações com o tio Ayrton, tricampeão do mundo. “Não há uma pressão maior. É minha própria carreira. Estou fazendo o meu trabalho e ninguém espera que eu seja Ayrton. Eu sou Bruno, esta é minha carreira e é assim que eu a trato”.