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Brasil

Brasileiras criam retardante biológico contra incêndios florestais

BIODEFENSER® venceu etapas do Hult Prize 2026 e disputa a fase internacional como única equipe brasileira. O produto ainda passa por testes e busca patente no Brasil e no exterior.

Redação Jornal de Brasília

30/06/2026 12h28

treinamento de brigadistas reforça prevenção a incêndios florestais no df

Imagem Ilustrativa. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília.

Duas estudantes de biotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) desenvolveram o BIODEFENSER®, um retardante de chamas de origem natural voltado ao combate a incêndios florestais sem agredir o meio ambiente. A iniciativa venceu as etapas regional e nacional do Hult Prize 2026 e agora disputa a fase internacional como a única representante do Brasil.

O projeto foi iniciado no fim de 2024, durante o Health Innovation PUC-PR (HIPUC), e depois foi selecionado como pesquisa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) da universidade, sob orientação do professor Luiz Fernando Bianchini. Em seguida, Mariah Fraulo Cavalcante também se inscreveu no Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP) da PUCPR, obteve o primeiro lugar e recebeu um investimento de R$ 10 mil para tirar a ideia do papel.

Mariah afirmou que se interessou pelo tema por causa da atuação do pai na área de detecção de incêndios florestais e pela preocupação com os impactos ambientais dos produtos químicos usados no combate ao fogo. Ela contou que a ideia ganhou força quando decidiu buscar uma alternativa que não prejudicasse a fauna, a flora e o solo.

Segundo a estudante, o produto já conseguiu apagar chamas em testes laboratoriais, mas ainda não foi avaliado em escala grande. O grupo pretende fazer um piloto maior no próximo mês e iniciar os procedimentos para solicitar a patente no Brasil e no mercado internacional. As estudantes também querem obter confirmação da eficácia junto à Embrapa e ao Ibama.

O professor Luiz Fernando Bianchini disse que faltam apenas a finalização dos testes de formulação e a confirmação da eficácia para avançar na busca por investidores e parcerias. Segundo ele, a Embrapa Florestas já ofereceu a possibilidade de testar o produto em campo e analisar o aspecto residual, enquanto a Universidade Federal do Paraná poderá ajudar em testes de combustão.

No Hult Prize, o time brasileiro está entre 90 equipes classificadas para uma etapa que dará 20 vagas em Londres. Dessas, apenas oito avançarão para a disputa final. O resultado será conhecido em setembro. A equipe vencedora receberá US$ 1 milhão em investimento seed para lançar o negócio.

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