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Brasil

Brasil reduz desigualdades e violência aumenta, diz Ipea

Arquivo Geral

19/11/2008 0h00

As desigualdades sociais diminuíram no Brasil nos últimos anos, sildenafil mas os índices de violência se agravaram, segundo um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira (19) e que compara a situação do país com nações emergentes e desenvolvidas.

O Ipea comparou a situação do Brasil com as de Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Índia, México, África do Sul e Rússia.

A comparação foi feita em termos de desigualdade, violência, educação e competitividade, e o estudo foi coordenado pelo pesquisador Milko Matijascic, que apresentou o relatório em entrevista coletiva e destacou que entre 1990 e 2005, os abismos sociais caíram apenas em quatro dos países estudados.

A lista é liderada por Alemanha, com retrocesso de 14%, seguida por África do Sul, com recuo de 11%, Brasil (7%) e México (3%).

Matijascic destacou os casos de China, Índia e Rússia, onde as desigualdades cresceram 36%, 40% e 20% respectivamente, o que significa um “grave risco em momento de turbulências internacionais”.

Segundo a pesquisa, as desigualdades aumentaram 3% na Espanha, 8% nos EUA e 11% na Argentina.

Um dado alarmante para o Brasil surgiu no âmbito da segurança.

Apesar das melhoras na área social, o país lidera a lista dos mais violentos, com 4,69 assassinatos por cada 100 mil habitantes, muito acima da taxa de 2,84 casos registrados na África do Sul, a segunda colocada.

O México está em terceiro lugar, com 2,2 assassinatos por cada 100 mil habitantes, e Alemanha e Espanha ostentam os melhores índices, com taxas do 0,07 e 0,12, respectivamente.

O Brasil também se saiu mal em educação, com taxa de alfabetização de 89% em 2005. O resultado é inferior ao da Argentina (97,2%) e México (91,6%) e mais distante ainda dos registrados na Alemanha, Espanha, Finlândia e EUA, únicos com 100%.

O pior índice foi registrado na Índia, onde só 61% da população sabem ler e escrever.

Em termos econômicos, a China se confirmou como o país com o crescimento mais acelerado, com expansão de 895,5% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 1975 e 2005.

Nesse período, completam a lista Índia (174,3%), Finlândia (88,5%), EUA (88,2%), Espanha (85,3%), Alemanha (79,8%), México (48,8%), Brasil (35,6%), Argentina (14,2%) e África do Sul (2,7%).

Para a elaboração do estudo, o Ipea utilizou dados de várias organizações internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Fórum Econômico Mundial, entre outros.

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