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Brasil quer se unir à África para enfrentar concorrência chinesa

Arquivo Geral

14/04/2010 20h04

O Brasil quer liderar um movimento capitaneado pelo Egito para que a América do Sul e a África se fortaleçam economicamente e tenham mais condições de competir no campo comercial com os concorrentes, principalmente os chineses. A sugestão foi apresentada nesta quarta-feira (14) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, ao ministro do Comércio e Indústria do Egito, Rachid Mohamed Rachid, durante conversa no Cairo, capital egípcia.

 

Uma das propostas, segundo Jorge, é estimular parcerias na área da construção civil. “As construtoras egípcias têm grandes contratos na África, trabalham muito na região onde têm grande experiência”, disse ele. “Nós também trabalhamos. Vamos juntar esforços de empresas brasileiras e árabes que trabalham na África para que possamos competir melhor com os concorrentes, especialmente os chineses.”

 

Segundo Jorge, nas conversas que manteve no Egito, já avançaram as negociações para a construção de uma hidrelétrica em parceria entre egípcios e brasileiros. De acordo com ele, a expectativa é que as articulações se intensifiquem. “Vários outros países podem vir em seguida. Temos um grande número de países árabes que podem seguir essa linha com o Egito”, disse ele.

 

A economia do Egito tem se diversificado nos últimos anos, avançando nas áreas de transportes, têxtil, processamento de alimentos, turismo, química, petroquímica, farmacêutica, construção civil e manufaturas leves. No ano passado, o Congresso egípcio aprovou um pacote anticrise liberando US$ 2,9 bilhões para facilitar medidas de financiamentos e exportações.

 

Pelas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2008, foram investidos cerca de US$ 10 bilhões de recursos estrangeiros no Egito. No país, os estrangeiros estão protegidos com garantias da impossibilidade de expropriação ou nacionalização do projeto. Também há segurança para que os preços das empresas estrangeiras não sofram controle por parte do governo.

 

Miguel Jorge cumpre no Egito, ao lado de 86 empresários, a segunda etapa de uma viagem a três países – Irã, Egito e Líbano. Os empresários brasileiros representam 13 áreas diferentes – de alimentos à alta tecnologia.

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