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Brasil

Bom rendimento da Super Aguri desperta ira dos concorrentes

Arquivo Geral

22/03/2007 0h00

O bom desempenho da Super Aguri no GP da Austrália, disputado na madrugada do último domingo, despertou a ira de suas rivais do fundo do grid. Acusada de usar uma versão do carro do ano passado da Honda, a equipe japonesa agora terá que enfrentar um protesto da Spyker junto a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O time holandês não gostou nada de ver a rival conquistar a décima e a 11ª colocação no grid de largada em Melbourne. Por isso, primeiro reclamaram com os comissários esportivos da prova, que por considerarem não possuir condições de analisar a causa, não a aceitaram o protesto. Agora, a questão vai para a comissão técnica da FIA.

De acordo com o último Pacto da Concórdia (regras acertadas pelas equipes para a Fórmula 1), um time deve ostentar a propriedade intelectual de um carro. Isso significa que elas não podem usar o chassi de uma outra escuderia, suposto caso da Super Aguri. A Toro Rosso, por sua vez, é acusada de fazer o mesmo com relação ao chassi da Red Bull de 2006.

Na verdade, a polêmica se arrasta desde a pré-temporada e envolve ainda a Williams, outra equipe que não está nada feliz com a possível adaptação dos carros. Entretanto, o chefe da equipe Frank Williams não acompanhou a abertura da temporada na Austrália e, por isso, o time inglês não fez nenhum protesto.

E a disputa promete ir longe. Diretor da Spyker, Collin Kolles já avisou que sua equipe só vai ao Tribunal de Arbitragem Esportiva e que só aceitará um acordo caso a Super Aguri e a Toro Rosso não forem consideradas no Mundial de Construtores e abrirem mão dos direitos de televisão.

Tanto a Super Aguri quanto a Toro Rosso são conhecidas publicamente como equipes satélites respectivamente da Honda e da Red Bull. Ambas, porém, garantem que seus carros atuais são muito diferentes dos antigos monopostos da “matriz” (especialmente na aerodinâmica), apesar de terem pontos em comuns nos projetos.

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