De acordo com o último Pacto da Concórdia (regras acertadas pelas equipes para a Fórmula 1), um time deve ostentar a propriedade intelectual de um carro. Isso significa que elas não podem usar o chassi de uma outra escuderia, suposto caso da Super Aguri. A Toro Rosso, por sua vez, é acusada de fazer o mesmo com relação ao chassi da Red Bull de 2006.
Na verdade, a polêmica se arrasta desde a pré-temporada e envolve ainda a Williams, outra equipe que não está nada feliz com a possível adaptação dos carros. Entretanto, o chefe da equipe Frank Williams não acompanhou a abertura da temporada na Austrália e, por isso, o time inglês não fez nenhum protesto.
E a disputa promete ir longe. Diretor da Spyker, Collin Kolles já avisou que sua equipe só vai ao Tribunal de Arbitragem Esportiva e que só aceitará um acordo caso a Super Aguri e a Toro Rosso não forem consideradas no Mundial de Construtores e abrirem mão dos direitos de televisão.
Tanto a Super Aguri quanto a Toro Rosso são conhecidas publicamente como equipes satélites respectivamente da Honda e da Red Bull. Ambas, porém, garantem que seus carros atuais são muito diferentes dos antigos monopostos da “matriz” (especialmente na aerodinâmica), apesar de terem pontos em comuns nos projetos.
< !-- /hotwords -- >